Eu nem sabia que São João era festa importante. Só sabia que era frio pra caramba, a gente usava uns três casacos de lã, luvas, touca... e em alguns casos, nem tirava o pijama com o qual dormíramos na noite anterior... simplesmente, ia enchendo de roupa "pra não pegar gripe" (era o que minha mãe dizia)...
Mas nessa época, minha mãe tinha a péssima mania de acordar cedo... (e de acordar todos da casa)...Quando não era minha mãe, era meu avô, que achava um absurdo uma pessoa continuar na cama depois das 8h da manhã...Em dias de semana (hoje) até entendo, afinal, eu sempre estudara no turno matutino. Então, de segunda à sexta eu tinha mesmo de acordar, no máximo, às seis da manhã...
Mas, e aos sábados e domingos?
Bom, aos sábados, eu era acordada sabe para quê? Para ir ao mercado... Incrível! Eu acho que passei a ser a responsável pelas compras de mercado aos oito anos de idade... Tá, pode ser exagero, mas posso jurar que aos 10 eu já fazia as compras da semana toda pra casa...E aos domingos? Acordavam-me para ir à missa... Detalhe: havia missa pela manhã e pela tarde (18h). Mas eu “tinha” de ir pela manhã. Como dizia minha mãe: “primeiro a obrigação, depois a diversão”.
Resumo da ópera: eu acordava cedo todos os dias da semana... Não havia escapatória...
Um frio de matar e minha mãe puxando os cobertores, abrindo as cortinas, as janelas... Fazendo o sol gelado entrar junto com o vento gelado no meu quarto mais gelado ainda... Perversidade...Eu me levantava, e esperava os dez minutos diários de espirros... Sim, por causa do jeito delicado que minha mãe me acordava, e sacudia os cobertores, minha rinite tomava conta de todo o meu ser. E eu ficava, sem brincadeira, uns dez minutos, sentada na cama, espirrando sem parar. Engraçado que ela dizia que sacudia cobertores e cortinas justamente pra não "ficar" pozinhos no meu quarto... (só depois quando eu já estava no auge da adolescência que Pedro Álvares Cabral descobriu o edredom, mas aí já é uma outra história)...
Bem, depois da sessão espirro, da sessão "limpeza bucal", na água congelante da pia do banheiro (naquela época não sei por que, mas fora os chuveiros, só havia água quente na torneira da pia da cozinha...)... Como eu ia dizendo, depois dos rituais matinais, eu tomava o café, enfiava goela abaixo os remédios pra gripe que minha mãe me obrigava a tomar, pingava descongestionante no nariz, e depois ia olhar o gramado, na esperança de que o pouco sol havia derretido o gelo da noite anterior...
Mas nada...
Tudo era branco... Gramado, telhado, bacias d’água... E algumas roupas que, esquecidas no varal, também estavam esbranquecidas, duras feito gelo...
Eu olhava minhas mãos... endurecidas, mesmo de luvas... a ponta do nariz gelada e vermelha, a rinite atacada, o vento cortante, os lábios rachados... Mas tudo bem... já que estava acordada e tinha um dia todo pela frente, lá ia eu pelas ruas,balançando a lista de compras e o cheque assinado (em branco!!! pelo meu avô)... brincando de escrever nas janelas de casa, nos vidros dos carros... fazendo desenhos no ar com a "fumaça" que saía da boca...
Depois que eu chegava do mercado, quase no final da manhã, eu vinha cheia de chocolates, iogurtes, pacotes de batatas-fritas, balas (claro, depois de tudo o que minha mãe fizera eu passar, eu tinha de ter alguma recompensa, não?... E então, ainda morrendo de frio (apesar das mil e duzentas blusas), ia tentar ver televisão embaixo de um cobertor e saborear minhas guloseimas... Mas aí o rapaz que trazia as compras chegava logo atrás e... pasme... minha mãe, enquanto ia descarregando as compras, ia descarregando palavrório em cima de minha pessoa...
Ela pegava o recibo que vinha junto com as compras e aí começava...
Era bronca porque eu havia comprado tanta “besteira que iria estragar meus dentes” e meu apetite, e que por isso eu era magricela e cheia de alergias... "Claro, só come besteira"...Depois ela emendava com as broncas porque o abacaxi estava verde, e que o coco não tinha água boa, e que a verdura estava murcha, e que a linha do “retrós” não era daquela cor e que o café não era daquela marca... Quantas vezes minha mãe me fez voltar ao mercado para trocar algum item que não estava de acordo com o que ela pedira... ai ai... até hoje me pergunto por que minha mãe não ia às compras, ela mesma... chuif... (acho que mereço indenização por exploração infantil)...
Meu avô chegava no meio da tarde de sábado, geralmente trazendo laranjas pra mim (pra menina não pegar gripe, dizia... A "menina" era eu...rs)... E trazia madeiras (sabe-se lá de onde) para fazer fogueira na frente de minha casa. E essas madeiras ficavam expostas no quintal até que alguém resolvesse acender a digníssima... Depois, ele ainda ficaria num ir e vir a tarde toda, ora trazendo, ora acompanhando alguém trazer engradados e mais engradados de bebidas, e quilos e mais quilos de carnes...
E minha mãe, uma pilha de nervos, sem saber o que fazer com tanta comida e onde colocar tanta bebida... Na verdade, acho que ela ficava era nervosa com tanta coisa para fazer, coitada, todo final de semana a casa cheia e ela responsável por tudo... Eu percebia o nervosismo de minha mãe e tratava logo de sumir, pra não sobrar pra mim...
No início da noite de sábado, chegavam meus tios, primos, vizinhos... Esse, para mim, era um dos momentos mais esperados de todos os meus sábados. Chegava a ficar horas parada à janela, aguardando o povo. E bastava um carro apontar na esquina que eu saía correndo e gritando feito louca: chegaram!!!! Eu nem sabia exatamente por que aquele povo todo estava lá em casa, mas sabia que era algo bom... E que eu e meus primos passaríamos um final de semana todo em volta de uma fogueira ou da churrasqueira comendo milho assado, espetinhos de carnes, batata-doce assada, canjica... ouvindo músicas, correndo, brincando, fazendo bagunça pela casa...
E que ficaríamos maravilhados com meu avô soltando rojões e outros tipos de fogos de artifício barulhentos...E era tanta brincadeira, tanta correria... E na euforia infantil, em êxtase mesmo, a gente chegava a sentir calor... E eu, com meus primos, naqueles nem sei quantos graus abaixo de zero, tirávamos as blusas de lã, os sapatos e corríamos pelo gramado congelante, só de camiseta e calça comprida...
Minha mãe, a essas alturas, à beira de um ataque epiléptico, mandando que eu colocasse blusa, mandando colocar remédio no nariz, passar "manteiga de cacau nos lábios...
Eu nem escutava... De longe, só ouvia uns murmúrios...vozes distantes, ora pedindo pra gente correr pra longe dos fogos, ora mandando a gente parar de correr, ora mandando a gente comer, ora mandando parar de comer, ora mandando brincar, ora mandando parar de brincar...Tudo muito difuso... Hoje imagino o que minha mãe passava... Mas naqueles instantes mágicos, "não parar" para escutar mãe fazia parte do "ritual do momento"...
Na minha cabeça de criança... nossa! Não haveria frio, nem nariz vermelho, nem lábios rachados, nem bronca ou reclamações de mãe, nem nada, nada que pudesse incomodar aquelas noites coloridas...Nem os resfriados constantes, ou as alergias das semanas posteriores...
Acordar cedo no dia seguinte? E daí?
Naqueles tempos... ah, naqueles tempos (frios) juninos, o que importava era o momento, era ser criança... e feliz!
(Adriana Luz - 25 de junho de 2007)
Monday, June 25, 2007
Thursday, June 07, 2007
Isso de vida própria...
Todo escritor (que se diz) costuma defender a tese de que em seu processo criativo, os personagens (criados por ele,obviamente) têm vida própria. Ou seja, eles (os personagens) é que comandam as mãos do escritor (que se diz).
Eu, como uma escritora (que me digo) também defendi essa tese por milênios. Mas estou pensando seriamente em mudar esse quadro. Não acho nada saudável um ser – criado – dominar o seu criador.
E também não acho nada confortável.
Onde já se viu, um personagem, nem bem saído das primeiras letrinhas, tomar as rédeas de sua existência e passar a infernizar a vida do escritor com a lei do livre arbítrio?
Comigo, inclusive, já aconteceu (e vive acontecendo) de eu mudar completamente o rumo de um texto ou de um personagem, sem nem eu mesma conseguir entender como isso se deu. Penso em escrever sobre as flores da estação e sai um texto sobre a bolsa que vi na vitrine. Em crise na bolsa e surge Chiclete com Banana. Em comercial de perfume e aparece crise no governo.
É... Não sei, só sei que foi assim...
Outro dia presenciei um desses embates. Um colega, companheiro de luta nessa arte de espancar teclados, às voltas com seu personagem. Este se recusava a fazer parte de uma história recém concebida.
O escritor (que se diz), empolgadíssimo, ávido por mudanças em todos os planos (de governo, de fuga, de tarifas zero...), tentava convencer seu personagem de que aquela não seria uma história qualquer. Aquela seria A HISTÓRIA – a que mudaria e resolveria todos os problemas da humanidade desde que o primeiro olhar de Adão deparou-se com a maçã de Eva (ou o olhar de Eva deparou-se com... enfim...).
Sim, o mundo seria dividido entre o antes e o depois de A HISTÓRIA.
Mas o embate prosseguia.
O escritor, empolgado! O personagem, estagnado. O escritor, ansioso. O personagem, imóvel. O escritor, agoniado. O personagem, impassível. O escritor, irritado. O personagem? Tsc. Quase um burro (marido da mula) empacado na beira de uma estrada! E esse foi o erro do escritor. Não deveria ter perdido o controle.
Essa frase comparativa dita a plenos pulmões mexeu deveras com os brios do personagem. Este, do nada, assumiu seu lado revolucionário e partiu pra guerrilha. Endureceu-se de verdade. Seu coração... nem quis saber do "sien perder la ternura" .
E passou a acusar o seu criador de abuso de poder, de invasão de privacidade, de desrespeito à liberdade de expressão, de tortura... a esfregar-lhe na cara que sabia muito bem os reais motivos para aquelas atitudes...
Sim. O personagem, ainda no processo embrional-mental do autor, presenciara tudo. O dia péssimo, a vontade que o escritor tivera (ao meio da tarde) de esganar meio mundo, de pedir demissão, de abandonar o lar, a família e... de fugir pro Nepal.
E assim, sem dó nem piedade, a criatura expunha todas as "podres e reais" intenções do pobre escritor.
E ainda dava-lhe de dedos!
Comigo não, chèrie - dizia! Nada de me usar para afogar suas mágoas ou tentar chegar ao topo de uma escada que não foi galgada (!) pela sua pessoa em anos de existência. Não admitirei ser usurpado por suas mãos (e pensamentos) egoístas!! E meu livre arbítrio, onde fica? Cadê os direitos humanos que não são respeitados nem na ficção? Cadê a Academia de Letras???? O Senado? O sindicato? A CUT? ... Enfim, cadê todo mundo? Olha que eu vou aos jornais, hein? E eu mesmo me publico! Aí quero ver a quem você irá explorar!!!
E assim seguia aquele bla bla bla sem fim...
O coitado do meu amigo, com uma mão na cabeça, a outra nas teclas de um computador adquirido na era jurássica, não sabia o que fazer.
Mas diante de tanto palavrório gritado bem fundo em sua mente, não havia outra alternativa a não ser libertar aquele protótipo de Che Guevara . E resolveu dar fim ao suplício. Libertou a criatura. E esta saiu por aí, livre, leve, solta e saltitante... ...
Quanto às idéias que ele tinha em mente, aquelas que resultariam em A HISTÓRIA... bom, estas foram por água abaixo! Sentindo-se um verdadeiro incompetente, recolheu-se à sua insignificância...
A vida própria daquele personagem acabara com a vida própria do escritor...
Adeus inspiração.
Muito triste isso.
(Adriana Luz – 06 de junho de 2007)
Eu, como uma escritora (que me digo) também defendi essa tese por milênios. Mas estou pensando seriamente em mudar esse quadro. Não acho nada saudável um ser – criado – dominar o seu criador.
E também não acho nada confortável.
Onde já se viu, um personagem, nem bem saído das primeiras letrinhas, tomar as rédeas de sua existência e passar a infernizar a vida do escritor com a lei do livre arbítrio?
Comigo, inclusive, já aconteceu (e vive acontecendo) de eu mudar completamente o rumo de um texto ou de um personagem, sem nem eu mesma conseguir entender como isso se deu. Penso em escrever sobre as flores da estação e sai um texto sobre a bolsa que vi na vitrine. Em crise na bolsa e surge Chiclete com Banana. Em comercial de perfume e aparece crise no governo.
É... Não sei, só sei que foi assim...
Outro dia presenciei um desses embates. Um colega, companheiro de luta nessa arte de espancar teclados, às voltas com seu personagem. Este se recusava a fazer parte de uma história recém concebida.
O escritor (que se diz), empolgadíssimo, ávido por mudanças em todos os planos (de governo, de fuga, de tarifas zero...), tentava convencer seu personagem de que aquela não seria uma história qualquer. Aquela seria A HISTÓRIA – a que mudaria e resolveria todos os problemas da humanidade desde que o primeiro olhar de Adão deparou-se com a maçã de Eva (ou o olhar de Eva deparou-se com... enfim...).
Sim, o mundo seria dividido entre o antes e o depois de A HISTÓRIA.
Mas o embate prosseguia.
O escritor, empolgado! O personagem, estagnado. O escritor, ansioso. O personagem, imóvel. O escritor, agoniado. O personagem, impassível. O escritor, irritado. O personagem? Tsc. Quase um burro (marido da mula) empacado na beira de uma estrada! E esse foi o erro do escritor. Não deveria ter perdido o controle.
Essa frase comparativa dita a plenos pulmões mexeu deveras com os brios do personagem. Este, do nada, assumiu seu lado revolucionário e partiu pra guerrilha. Endureceu-se de verdade. Seu coração... nem quis saber do "sien perder la ternura" .
E passou a acusar o seu criador de abuso de poder, de invasão de privacidade, de desrespeito à liberdade de expressão, de tortura... a esfregar-lhe na cara que sabia muito bem os reais motivos para aquelas atitudes...
Sim. O personagem, ainda no processo embrional-mental do autor, presenciara tudo. O dia péssimo, a vontade que o escritor tivera (ao meio da tarde) de esganar meio mundo, de pedir demissão, de abandonar o lar, a família e... de fugir pro Nepal.
E assim, sem dó nem piedade, a criatura expunha todas as "podres e reais" intenções do pobre escritor.
E ainda dava-lhe de dedos!
Comigo não, chèrie - dizia! Nada de me usar para afogar suas mágoas ou tentar chegar ao topo de uma escada que não foi galgada (!) pela sua pessoa em anos de existência. Não admitirei ser usurpado por suas mãos (e pensamentos) egoístas!! E meu livre arbítrio, onde fica? Cadê os direitos humanos que não são respeitados nem na ficção? Cadê a Academia de Letras???? O Senado? O sindicato? A CUT? ... Enfim, cadê todo mundo? Olha que eu vou aos jornais, hein? E eu mesmo me publico! Aí quero ver a quem você irá explorar!!!
E assim seguia aquele bla bla bla sem fim...
O coitado do meu amigo, com uma mão na cabeça, a outra nas teclas de um computador adquirido na era jurássica, não sabia o que fazer.
Mas diante de tanto palavrório gritado bem fundo em sua mente, não havia outra alternativa a não ser libertar aquele protótipo de Che Guevara . E resolveu dar fim ao suplício. Libertou a criatura. E esta saiu por aí, livre, leve, solta e saltitante... ...
Quanto às idéias que ele tinha em mente, aquelas que resultariam em A HISTÓRIA... bom, estas foram por água abaixo! Sentindo-se um verdadeiro incompetente, recolheu-se à sua insignificância...
A vida própria daquele personagem acabara com a vida própria do escritor...
Adeus inspiração.
Muito triste isso.
(Adriana Luz – 06 de junho de 2007)
Sunday, June 03, 2007
Invasão de Privacidade
O que foi aquilo em seu olhar
alheio em minha vida
senão uma fotografia
sem registro
daquilo que sua mente fez
num instante
de relance
e captou sem nem perguntar
se o que acabara de ver
poderia ser enxergado??
O que foi aquilo em seu olhar
senão o registro
sob seu foco
de um eu que nem mesmo sei
se é substancial?
O que foi aquilo em seu olhar?
Um instante
Ou uma eternidade?
(Adriana Luz - 03 de junho de 2007)
alheio em minha vida
senão uma fotografia
sem registro
daquilo que sua mente fez
num instante
de relance
e captou sem nem perguntar
se o que acabara de ver
poderia ser enxergado??
O que foi aquilo em seu olhar
senão o registro
sob seu foco
de um eu que nem mesmo sei
se é substancial?
O que foi aquilo em seu olhar?
Um instante
Ou uma eternidade?
(Adriana Luz - 03 de junho de 2007)
Tuesday, April 10, 2007
Será uma vez...
A história que eu penso em pensar
E que eu gosto de prender
em minha respiração
de madrugadas insones
ou tardes molhadas
de fábulas encantadas
não aconteceu...
E eu a sinto tão perto
Tão atrelada a fatos que
(ainda) não vivi
que me pergunto...
Não estará ela a acontecer
em pulsações paralelas
ou subliminares
de outras histórias (que vivi)?
Em qual história será que será
o que tudo será?
(Adriana Luz – 09 de abril de 2007)
E que eu gosto de prender
em minha respiração
de madrugadas insones
ou tardes molhadas
de fábulas encantadas
não aconteceu...
E eu a sinto tão perto
Tão atrelada a fatos que
(ainda) não vivi
que me pergunto...
Não estará ela a acontecer
em pulsações paralelas
ou subliminares
de outras histórias (que vivi)?
Em qual história será que será
o que tudo será?
(Adriana Luz – 09 de abril de 2007)
Sunday, March 25, 2007
Versão vienense do meu prazer

A versão vienense do meu prazer
Seria viver um poema
contínuo... com alguém que
me conheça.. de tal forma
que por me conhecer, saiba que
precisa me ignorar
para me entender
Seria viver um poema
contínuo... com alguém que
me conheça.. de tal forma
que por me conhecer, saiba que
precisa me ignorar
para me entender
A versão vienense do meu prazer
Seria estar num poema
Contínuo ... com alguém que
me encontre.. de tal forma
que por me encontrar, saiba que
precisa me perder
para me avaliar
A versão vienense do meu prazer
Seria buscar um poema
Contínuo... com alguém que
me queira.. de tal forma
que por me querer, saiba que
precisa me deixar
para me reaver
A versão vienense do meu prazer
Seria realizar um poema
Contínuo...
não rotineiro... de tal forma
que me permita
várias versões
sobre todos os temas
E muito cinema....
E muito roteiro...
E muita valsa...
E muita viagem
E muita poesia..
E tudo isso talvez em Viena
Talvez em Paris
Ou quem sabe no fundo do mar
Em algum canto ainda por descobrir...
A minha versão vienense do prazer,
num poema contínuo
pode acontecer a qualquer momento
e por qualquer motivo
Quem sabe numa taça de vinho
Ou ainda numa troca de cheiros
e de sabores...
Seria estar num poema
Contínuo ... com alguém que
me encontre.. de tal forma
que por me encontrar, saiba que
precisa me perder
para me avaliar
A versão vienense do meu prazer
Seria buscar um poema
Contínuo... com alguém que
me queira.. de tal forma
que por me querer, saiba que
precisa me deixar
para me reaver
A versão vienense do meu prazer
Seria realizar um poema
Contínuo...
não rotineiro... de tal forma
que me permita
várias versões
sobre todos os temas
E muito cinema....
E muito roteiro...
E muita valsa...
E muita viagem
E muita poesia..
E tudo isso talvez em Viena
Talvez em Paris
Ou quem sabe no fundo do mar
Em algum canto ainda por descobrir...
A minha versão vienense do prazer,
num poema contínuo
pode acontecer a qualquer momento
e por qualquer motivo
Quem sabe numa taça de vinho
Ou ainda numa troca de cheiros
e de sabores...
de um beijo
ou milk-shake
Num fim de tarde
Num fim de tarde
de domingo...
Em minha versão vienense
Em minha versão vienense
De (e em) tudo
o que quero...
Há um poema
Há um poema
contínuo...
E um prazer
constante...
Que se pode traduzir num viver
Inteiro
E intenso...
E intenso...
(Com você...)!
Minha versão de hoje... Em Viena...
(Adriana Luz)
Thursday, March 22, 2007
Mal do meu século
Quatro horas da manhã. Mais uma vez estou embalando o amanhecer... Este recém-nascido que exige de mim toda a atenção, todos os dias, no mesmo horário... as mesmas necessidades, os mesmos motivos de choro ou dor.
Eu tento descobrir a razão de tanta agonia... em vão... e todas as vezes prometo a mim mesma que no dia seguinte, resolverei o seu problema...
Mas o amanhã chega, e ele adormece, enquanto o mundo acontece.
E eu me envolvo com o mundo, mergulho em seus acontecimentos
E me esqueço da promessa que havia feito a mim mesma
Vagamente me vem à lembrança: acho que alguém precisa de mim.
Mas estou ocupada demais para prestar atenção aos meus pensamentos...
E o dia acaba.
E a noite acaba.
E o mundo adormece.
E o recém-nascido me desperta.
E aí me lembro de que eu deveria ter cuidado dele antes de seu despertar...
Agora é tarde, não há ninguém a quem eu possa recorrer
Todos dormem...Menos eu e meu rebento
Lembro-me de uma música... “será que o sono chega se eu fingir que não estou...?”
Finjo ( e fujo)... Mas os recém-nascidos não têm essa noção...
Não aprenderam ainda o que é fuga ou fingimento...
Nem o real, muito menos o poético...
Fazer o quê? Nada me resta... a não ser o continuar embalando...
até que ele se aquiete
e eu possa enfim me juntar ao resto da humanidade (que por ora descansa)...
(Adriana Luz)
Saturday, February 24, 2007
Wednesday, February 21, 2007
Resumo da ópera...

Quarta-feira de cinzas. Carnaval acabou de acabar.
É claro que, nesse ano, houve desfiles de escolas de samba. É claro que houve fantasias. É claro que houve trios elétricos. É claro que houve frevos, axés, sambas-enredo, marchinhas, musas-relâmpago... Enfim... É claro que houve tudo o que sempre houve... todos os anos...
E é claro... Aqui estou... Como em todos os anos... Como todos os brasileiros (ou pelo menos 99% deles)esperando a vida começar.
Sim. Minha vida – em 2007 – começa, de verdade, amanhã.
Antes disso, foi tudo preparação. Tudo ensaio. Agora é que vou entrar "na avenida" mesmo.
Isso é que é o pior...
Não basta apenas desfilar. Tenho de ter o melhor carro, a melhor alegoria, o melhor samba-enredo, a melhor fantasia... Porque isso é o que pesa, realmente...
E sabe de uma coisa?
Mas eu sei que sempre está faltando um pedaço... E por isso me sinto assim.. arrastando um trio, um carro alegórico.. enorme, cheio de coisas que chamam a atenção... as pessoas vibrando... e eu carregando, morrendo de medo que percebam as falhas das engrenagens... E, morrendo de medo que, por causa dessas falhas, meu carro simplesmente pare, em plena avenida... e me exponha assim, em meio às multidões...
Bom... assim é que me sinto quando o carnaval vem e quando ele se vai...
E, na verdade, eu nem queria falar sobre o carnaval...
É claro que, nesse ano, houve desfiles de escolas de samba. É claro que houve fantasias. É claro que houve trios elétricos. É claro que houve frevos, axés, sambas-enredo, marchinhas, musas-relâmpago... Enfim... É claro que houve tudo o que sempre houve... todos os anos...
E é claro... Aqui estou... Como em todos os anos... Como todos os brasileiros (ou pelo menos 99% deles)esperando a vida começar.
Sim. Minha vida – em 2007 – começa, de verdade, amanhã.
Antes disso, foi tudo preparação. Tudo ensaio. Agora é que vou entrar "na avenida" mesmo.
Isso é que é o pior...
Não basta apenas desfilar. Tenho de ter o melhor carro, a melhor alegoria, o melhor samba-enredo, a melhor fantasia... Porque isso é o que pesa, realmente...
E sabe de uma coisa?
Todos os anos desfilo com minha alegoria aos pedaços, em partes... E olha que mesmo em partes, às vezes ela até faz sucesso... E, muitas vezes, as pessoas (ou foliões, se preferir) nem percebem...
Mas eu sei que sempre está faltando um pedaço... E por isso me sinto assim.. arrastando um trio, um carro alegórico.. enorme, cheio de coisas que chamam a atenção... as pessoas vibrando... e eu carregando, morrendo de medo que percebam as falhas das engrenagens... E, morrendo de medo que, por causa dessas falhas, meu carro simplesmente pare, em plena avenida... e me exponha assim, em meio às multidões...
E, assim, a la flinststones, coloco toda as forças em mim... e empurro esse carro, com os pés descalços...
Bom... assim é que me sinto quando o carnaval vem e quando ele se vai...
E esse é o resumo do meu ensaio para 2007, e poderia ser o resumo do meu ensaio para 2006, 2005, 2004... Ou, quem sabe, o resumo do meu ensaio para a era jurássica... Não importa a época. Sempre foi assim...
As mesmas situações, as mesmas dores, as mesmas ansiedades... as mesmas caras, os mesmos bancos, as mesmas flores, os mesmos jardins... E tudo é sempre igual..
E, na verdade, eu nem queria falar sobre o carnaval...
Queria falar sobre minhas férias... sobre meu aniversário comemorado no Paraná...
Queria falar sobre alguns momentos importantes nessa última viagem que fiz à minha terra...
Mas não sei... Não falei no momento em que ocorreram.. Deixei passar... E aí, passou a inspiração...
Mas não sei... Não falei no momento em que ocorreram.. Deixei passar... E aí, passou a inspiração...
O Carnaval chegou.. O Carnaval passou... E a Quarta-feira de cinzas acinzentou.... Literalmente.
Dia chuvoso, céu nublado, vento frio. Tudo cinza, tudo sem graça.
Assim como em tantas quartas-feiras de tantos Carnavais...
Assim como em tantas quartas-feiras de tantos Carnavais...
(Adriana Luz – 21 de fevereiro de 2007)
Thursday, February 08, 2007
Rascunhos...
Vontade de querer escrever...
Mas perdi o querer da vontade...
(Adriana Luz - madrugada de 09 de fevereiro de 2007)
Mas perdi o querer da vontade...
(Adriana Luz - madrugada de 09 de fevereiro de 2007)
Monday, January 22, 2007
Uma capricorniana...
E aqui estou... Pensei em escrever sobre janeiro, sobre meu aniversário, sobre minhas férias... Mas resolvi que só o farei, no final deste mês...quando fevereiro estiver prestes a dar as caras e meu estado depressivo aumentar por causa da proximidade de coisas e coisas as quais agora não quero nem mencionar...
Por ora, vamos a um texto que achei num site do Uol... Normalmente não ligo pra essas coisas de signo.. Mas não é que desta vez, cheguei (quase) a acreditar que esse texto realmente foi escrito pra mim??? ..rs...
Bom, excetuando-se um ou outro item, aqui está o texto para quem quiser saber sobre uma capricorniana...(passei para o feminino, claro..rs)
**********
Uma capricorniana...
Capricornianas adoram música. De todo tipo, desde rock, o que já demonstra ser um Capricórnio moderninho, até óperas e concertos de música clássica. Aí sim elas se permitem emocionar e até chorar. Chegadas a uma boa mesa, nunca vão dispensar um bom restaurante. Como têm um ótimo paladar... apreciam a boa comida e os bons vinhos, mas nada de muita novidade.
Nada como um bom vinho italiano, a comida francesa e as sobremesas alemãs. Passeios a museus e feiras de antiguidades são excelentes e ela sempre saberá falar sobre alguma obra de arte ou uma peça antiga, mesmo que seja para dizer que na casa de sua avó havia um igual. E nem se preocupe com a conta. Não.. ela não paga a conta toda não. Vai dividir a conta, mas cada um vai ter que pagar o que comeu. Sem essa de dividir tudo igual...
Para deixar Capricórnio à beira de um ataque de nervos:
• Marque um encontro com uma semana de antecedência e ligue duas horas depois dizendo que não vai
• Deixe todas as lâmpadas da casa acesas
• Diga que ela sempre chega atrasada
• Quando ela chegar, olhe no relógio
• Saia com ela e faça escândalos
A casa de uma capricorniana:
Uma casa construída para durar e resistir ao tempo. Assim será a casa do Capricorniano...
Marque hora para ir à sua casa. Ela prefere saber quem e quando irá visitá-la para deixar tudo em ordem, desde a arrumação da casa até como vai recebê-lo.
Os móveis tenderão ao clássico, ou então com linhas que não sejam modismos da época para que sempre estejam na moda. Mobília prática e descompromissada, refletindo seu caráter conservador e um tanto estéril.
Apaixonada por música, terá um ótimo aparelho de som e muitos cd’s, e muitos clássicos entre eles.
Livros... (vários).
É na cozinha que você verá seu senso organizacional. Tudo arrumado e planejado, com todos os objetos e aparelhos necessários para fazer seus pratos prediletos.
Em toda a casa o piso será de fácil limpeza, assim como as paredes que terão cores neutras...
Ela receberá você muito bem, principalmente se for um velho amigo ou fizer parte da família.
Aliás, se você foi convidado, ela já o considera da família.
Nas viagens:
São muito prevenidas essas capricornianas. Podem levar roupas para todas as estações e alguns remédios para picadas de insetos venenosos, mesmo que tenham programado uma viagem para Paris (...e lá não tem insetos?, ora). Não dispensarão os objetos necessários a uma boa estada num local distante. Toalhas, sabonetes e cobertores (... e se no hotel não tiver, ora). A mala terá um local reservado para seus chinelos e seu pijama favorito, que o acompanharão em todos os locais. Sempre levando uma bagagem de mão, lá estará seus remédios, pasta de dente e escova (cremes e maquiagens) que também sempre a acompanham.
Se você pretende fazer uma viagem cheia de aventuras e conhecer lugares nunca antes conhecidos, e levar uma capricorniana, vai ter que escutar muito ela dizer : ... não disse que aqui não tinha água limpa...viu que praia cheia de sujeira... não falei pra você pegar o boné... Bem que eu te avisei. Mas são ótimas companhias de viagem, e sempre estão conversando e batendo um bom papo, contando seus “causos” e protegendo você das dificuldades...
Quanto ao trabalho..
Cartão de ponto na mão, carteira de trabalho na outra e as tarefas debaixo do braço. Pronto para trabalhar ? Prepare-se para um dia com os minutos contados. Pontual e precisa como um relógio suíço, você vai ter que correr muito para cumprir as metas que ela estabelece para si e seus companheiros de trabalho.
Sempre preocupada em realizar as tarefas antes do prazo e com muita perfeição, teme cometer erros e atrasar. Consegue fazer muita coisa, e tem muitas habilidades.
Sempre preparada para cumprir metas, não se permite descanso enquanto não tiver terminado uma tarefa. Você nunca vai conseguir pegar no seu pé, pois ela nunca deixa falhas para alguém reclamar. Mas se por um acaso, bem remoto, isso acontecer, escolha muito bem as palavras... Ela escutará aquilo como uma condenação e se punirá e se penitenciará sentindo a maior vergonha do mundo, e durante dias ainda escutará o eco de sua voz dizendo “... você esqueceu...ceu...ceu...”.
Se não quiser ter uma funcionária arrasada a ponto de cometer suicídio, nunca a chame de irresponsável. Ela ficará completamente alucinada, e escutará para sempre aquele eco na sua cabeça : “irresponsável...ável...ável...”, mesmo que você só tenha perguntado as horas no momento em que ele chegou.
No amor...
Ah... capricornianas. Tão sensuais, mas tão tímidas. O contato com a sexualidade é feito bem lentamente, com cautela e cuidado. Amantes sempre prontos a aprender, quando sentem desejo por alguém sabem se aproximar, mas no contato íntimo podem vacilar e conter seu desejo imenso de sentir o prazer...
E como gostam das preliminares, como se estivessem sempre adiando o momento do clímax, às vezes por timidez, outras por insegurança, mas curtindo muito esses momentos. Exigentes que são, quando chegam ao momento do prazer total querem usufruir de toda a intensidade do amor, tendo certeza do que realmente quer e satisfazendo a si e ao parceiro.
Capricornianos são capricornianos até quando preparam o ambiente para o amor. Discretas, gostam de tranqüilidade, pouca luz e um ambiente sem muita sofisticação. Se o parceiro quiser, tudo bem... ela até vai curtir. Adoram fazer uma arte, mas só de vez em quando.
...o que ela mais preza na vida é sua integridade, fazendo o possível para não sair da linha. Com muita classe, ninguém verá uma capricorniana desarrumada, a não ser quando está em casa.
O que favorece muito a capricorniana é que ela não envelhece tão cedo. Sempre tem a mesma aparência. Quando mais jovem até aparenta serem mais velhas, mas com o passar dos anos os outros envelhecem e elas permanecem iguais, claro com algumas marcas do tempo, mas poucas.
Muito precavida, sempre estará procurando uma forma de manter-se financeiramente independente, trabalhando ou juntando algum dinheiro. Muito fiel, espera um homem que corresponda às suas necessidades e que não cobre responsabilidades : ela sabe quais são suas obrigações. Com forte personalidade, sabe seduzir e trazer para si o homem que escolheu para compartilhar o caminho da realização pessoal, profissional e social
Por ora, vamos a um texto que achei num site do Uol... Normalmente não ligo pra essas coisas de signo.. Mas não é que desta vez, cheguei (quase) a acreditar que esse texto realmente foi escrito pra mim??? ..rs...
Bom, excetuando-se um ou outro item, aqui está o texto para quem quiser saber sobre uma capricorniana...(passei para o feminino, claro..rs)
**********
Uma capricorniana...
Capricornianas adoram música. De todo tipo, desde rock, o que já demonstra ser um Capricórnio moderninho, até óperas e concertos de música clássica. Aí sim elas se permitem emocionar e até chorar. Chegadas a uma boa mesa, nunca vão dispensar um bom restaurante. Como têm um ótimo paladar... apreciam a boa comida e os bons vinhos, mas nada de muita novidade.
Nada como um bom vinho italiano, a comida francesa e as sobremesas alemãs. Passeios a museus e feiras de antiguidades são excelentes e ela sempre saberá falar sobre alguma obra de arte ou uma peça antiga, mesmo que seja para dizer que na casa de sua avó havia um igual. E nem se preocupe com a conta. Não.. ela não paga a conta toda não. Vai dividir a conta, mas cada um vai ter que pagar o que comeu. Sem essa de dividir tudo igual...
Para deixar Capricórnio à beira de um ataque de nervos:
• Marque um encontro com uma semana de antecedência e ligue duas horas depois dizendo que não vai
• Deixe todas as lâmpadas da casa acesas
• Diga que ela sempre chega atrasada
• Quando ela chegar, olhe no relógio
• Saia com ela e faça escândalos
A casa de uma capricorniana:
Uma casa construída para durar e resistir ao tempo. Assim será a casa do Capricorniano...
Marque hora para ir à sua casa. Ela prefere saber quem e quando irá visitá-la para deixar tudo em ordem, desde a arrumação da casa até como vai recebê-lo.
Os móveis tenderão ao clássico, ou então com linhas que não sejam modismos da época para que sempre estejam na moda. Mobília prática e descompromissada, refletindo seu caráter conservador e um tanto estéril.
Apaixonada por música, terá um ótimo aparelho de som e muitos cd’s, e muitos clássicos entre eles.
Livros... (vários).
É na cozinha que você verá seu senso organizacional. Tudo arrumado e planejado, com todos os objetos e aparelhos necessários para fazer seus pratos prediletos.
Em toda a casa o piso será de fácil limpeza, assim como as paredes que terão cores neutras...
Ela receberá você muito bem, principalmente se for um velho amigo ou fizer parte da família.
Aliás, se você foi convidado, ela já o considera da família.
Nas viagens:
São muito prevenidas essas capricornianas. Podem levar roupas para todas as estações e alguns remédios para picadas de insetos venenosos, mesmo que tenham programado uma viagem para Paris (...e lá não tem insetos?, ora). Não dispensarão os objetos necessários a uma boa estada num local distante. Toalhas, sabonetes e cobertores (... e se no hotel não tiver, ora). A mala terá um local reservado para seus chinelos e seu pijama favorito, que o acompanharão em todos os locais. Sempre levando uma bagagem de mão, lá estará seus remédios, pasta de dente e escova (cremes e maquiagens) que também sempre a acompanham.
Se você pretende fazer uma viagem cheia de aventuras e conhecer lugares nunca antes conhecidos, e levar uma capricorniana, vai ter que escutar muito ela dizer : ... não disse que aqui não tinha água limpa...viu que praia cheia de sujeira... não falei pra você pegar o boné... Bem que eu te avisei. Mas são ótimas companhias de viagem, e sempre estão conversando e batendo um bom papo, contando seus “causos” e protegendo você das dificuldades...
Quanto ao trabalho..
Cartão de ponto na mão, carteira de trabalho na outra e as tarefas debaixo do braço. Pronto para trabalhar ? Prepare-se para um dia com os minutos contados. Pontual e precisa como um relógio suíço, você vai ter que correr muito para cumprir as metas que ela estabelece para si e seus companheiros de trabalho.
Sempre preocupada em realizar as tarefas antes do prazo e com muita perfeição, teme cometer erros e atrasar. Consegue fazer muita coisa, e tem muitas habilidades.
Sempre preparada para cumprir metas, não se permite descanso enquanto não tiver terminado uma tarefa. Você nunca vai conseguir pegar no seu pé, pois ela nunca deixa falhas para alguém reclamar. Mas se por um acaso, bem remoto, isso acontecer, escolha muito bem as palavras... Ela escutará aquilo como uma condenação e se punirá e se penitenciará sentindo a maior vergonha do mundo, e durante dias ainda escutará o eco de sua voz dizendo “... você esqueceu...ceu...ceu...”.
Se não quiser ter uma funcionária arrasada a ponto de cometer suicídio, nunca a chame de irresponsável. Ela ficará completamente alucinada, e escutará para sempre aquele eco na sua cabeça : “irresponsável...ável...ável...”, mesmo que você só tenha perguntado as horas no momento em que ele chegou.
No amor...
Ah... capricornianas. Tão sensuais, mas tão tímidas. O contato com a sexualidade é feito bem lentamente, com cautela e cuidado. Amantes sempre prontos a aprender, quando sentem desejo por alguém sabem se aproximar, mas no contato íntimo podem vacilar e conter seu desejo imenso de sentir o prazer...
E como gostam das preliminares, como se estivessem sempre adiando o momento do clímax, às vezes por timidez, outras por insegurança, mas curtindo muito esses momentos. Exigentes que são, quando chegam ao momento do prazer total querem usufruir de toda a intensidade do amor, tendo certeza do que realmente quer e satisfazendo a si e ao parceiro.
Capricornianos são capricornianos até quando preparam o ambiente para o amor. Discretas, gostam de tranqüilidade, pouca luz e um ambiente sem muita sofisticação. Se o parceiro quiser, tudo bem... ela até vai curtir. Adoram fazer uma arte, mas só de vez em quando.
...o que ela mais preza na vida é sua integridade, fazendo o possível para não sair da linha. Com muita classe, ninguém verá uma capricorniana desarrumada, a não ser quando está em casa.
O que favorece muito a capricorniana é que ela não envelhece tão cedo. Sempre tem a mesma aparência. Quando mais jovem até aparenta serem mais velhas, mas com o passar dos anos os outros envelhecem e elas permanecem iguais, claro com algumas marcas do tempo, mas poucas.
Muito precavida, sempre estará procurando uma forma de manter-se financeiramente independente, trabalhando ou juntando algum dinheiro. Muito fiel, espera um homem que corresponda às suas necessidades e que não cobre responsabilidades : ela sabe quais são suas obrigações. Com forte personalidade, sabe seduzir e trazer para si o homem que escolheu para compartilhar o caminho da realização pessoal, profissional e social
Thursday, December 28, 2006
Sunday, December 24, 2006
Friday, December 22, 2006
Teoria das madrugadas 2

Cá estou eu, com o meu presente, o meu passado e o meu futuro. Tudo misturado...
Aliás, tem um comercial de um carro que me toca demais. É um comercial em que o cara vai andando e olhando pra trás, para os lados... E ali, a cada passo, ele vai vendo tudo o que se passou na vida dele... E aí, no final, ele pára em frente a um carro e o locutor diz: sua vida trouxe você até aqui...
É muito lindo...
Bem, mas por que estou falando desse comercial?
Porque é assim que estou me sentindo. Ou melhor, é isso que estou sentindo... Minha vida me trouxe até aqui. E agora, o que me levará adiante? Haverá o “adiante”? E se houver, o que será que será?
Queria tanto poder prever meu futuro... Sei que todos gostariam, e que isso nem é original. E que também todo mundo tem esses questionamentos, ou essas reflexões... É, eu sei... Mas agora nem estou querendo ser original. Só quero registrar o que estou sentindo .
Às vezes penso que estou vivendo uma realidade paralela. E que, a qualquer momento, voltarei à vida que deveria ser. Ou que sempre foi...
Às vezes não acredito no que faço, no que fiz, no que estou fazendo...
Ou então, faço e fico me perguntando: e agora? Qual o próximo passo?
Às vezes também me acho uma pessoa tão pesada de carregar. Nossa! Como eu peso a mim mesma. Poderia ser bem mais leve... Se eu pesasse menos, seria tão fácil de me carregar. E olha que nem estou falando do peso literal (o que aliás, está enorme!! Putz. Preciso perder pelo menos uns cinco quilos. E quem diz que eu consigo?? Ai ai)
Às vezes gostaria de ser sempre pra cima. Alto astral.
Às vezes, gostaria de ser mais profissional. Mais fria, mais calculista.
Às vezes, gostaria de não me apegar a minúcias...
Às vezes, gostaria de não me achar o centro do mundo...
Às vezes, gostaria de não me achar o bueiro do vaso sanitário...
Às vezes, às vezes, às vezes...
(Adriana Luz - 23 de dezembro de 2006 - 2h57min)
Teoria das madrugadas
Estou desenvolvendo um projeto. Não. Não é nada relacionado ao meu trabalho. Aliás, por falar nisso, fui designada a ser “Coordenadora de Projetos” ... Título interessante. Estou me sentindo meio assim “Assessora do assessor que programa assessorias”... mas tudo bem... Não quero falar sobre isso agora.
Como eu ia dizendo, estou desenvolvendo um projeto. E este é sobre os relacionamentos (humanos, animais, materiais...).
Sabe que nem eu acredito na idéia que tive? Pois é. Estou orgulhosa de mim mesma. Como posso guardar tanta sabedoria dentro de minha própria pessoa? Incrível!!!
De tudo o que já fiz, já inventei, já criei.. Enfim, de todos os meus projetos, este é o mais fenomenal!
Acho que este, sim, será O PROJETO! Aquele que me dará o brilho necessário, me alavancará e me lançará ao estrelato. Já me vejo nos talk shows da vida dando entrevistas e explicando tim tim por tim tim do que se trata este grande invento, qual foi o ponto de partida, como tive a idéia etc etc etc...
E claro, como ainda se trata de um esboço, obviamente não o relatarei aqui neste espaço concorrido. Vou apenas registrar que o projeto nasceu, na data de hoje, depois que cheguei de uma festa de confraternização... Aliás, não consigo pensar em outra coisa... E, como estou sem sono (pra variar) resolvi registrar o momento.
E por falar em momento, neste exato (são duas horas da manhã), estou aqui... E o resto do mundo está aí.
Aí onde? – perguntarás.
Aí no momento de cada um – responderei.
Coisa mais besta – dirás.
Besta, mas fascinante – retrucarei.
De verdade. Estou fascinada com isso. Eu , aqui, acordada, em plena madrugada, um calor infernal, luzes apagadas, só a claridade da tela do computador, resto da casa em silêncio... Eu, solitária e rodeada pelo resto do mundo. Eu, em silêncio, participante de todos os momentos, de todas as vidas, de todo o mundo...
O homem que acorda, a mulher que está tirando maquiagem, a moça que está na balada, o casal que está namorando, o rapaz que está dormindo, a criança que está berrando... Todos estamos no mesmo momento, exatamente, nos mesmos segundos, fazendo coisas distintas, ao mesmo tempo...
Estamos todos juntos, ainda que solitários... E não nos vemos...
E por que não nos vemos?
E se não vemos, não sentimos?
E se não sentimos, não sabemos quem está onde e fazendo o quê?
Sim!!!
Ou melhor, não!!!!!!
Quer dizer: sim e não!
Não nos vemos, não sentimos, não sabemos ... Mas estamos!!! Sim, estamos...
Que coisa... Isso pode até fazer parte do meu projeto... Hum. Gostei. Vou anexar isso à minha grande idéia.
(Adriana Luz - 23 de dezembro de 2006 - 2h32min)
Como eu ia dizendo, estou desenvolvendo um projeto. E este é sobre os relacionamentos (humanos, animais, materiais...).
Sabe que nem eu acredito na idéia que tive? Pois é. Estou orgulhosa de mim mesma. Como posso guardar tanta sabedoria dentro de minha própria pessoa? Incrível!!!
De tudo o que já fiz, já inventei, já criei.. Enfim, de todos os meus projetos, este é o mais fenomenal!
Acho que este, sim, será O PROJETO! Aquele que me dará o brilho necessário, me alavancará e me lançará ao estrelato. Já me vejo nos talk shows da vida dando entrevistas e explicando tim tim por tim tim do que se trata este grande invento, qual foi o ponto de partida, como tive a idéia etc etc etc...
E claro, como ainda se trata de um esboço, obviamente não o relatarei aqui neste espaço concorrido. Vou apenas registrar que o projeto nasceu, na data de hoje, depois que cheguei de uma festa de confraternização... Aliás, não consigo pensar em outra coisa... E, como estou sem sono (pra variar) resolvi registrar o momento.
E por falar em momento, neste exato (são duas horas da manhã), estou aqui... E o resto do mundo está aí.
Aí onde? – perguntarás.
Aí no momento de cada um – responderei.
Coisa mais besta – dirás.
Besta, mas fascinante – retrucarei.
De verdade. Estou fascinada com isso. Eu , aqui, acordada, em plena madrugada, um calor infernal, luzes apagadas, só a claridade da tela do computador, resto da casa em silêncio... Eu, solitária e rodeada pelo resto do mundo. Eu, em silêncio, participante de todos os momentos, de todas as vidas, de todo o mundo...
O homem que acorda, a mulher que está tirando maquiagem, a moça que está na balada, o casal que está namorando, o rapaz que está dormindo, a criança que está berrando... Todos estamos no mesmo momento, exatamente, nos mesmos segundos, fazendo coisas distintas, ao mesmo tempo...
Estamos todos juntos, ainda que solitários... E não nos vemos...
E por que não nos vemos?
E se não vemos, não sentimos?
E se não sentimos, não sabemos quem está onde e fazendo o quê?
Sim!!!
Ou melhor, não!!!!!!
Quer dizer: sim e não!
Não nos vemos, não sentimos, não sabemos ... Mas estamos!!! Sim, estamos...
Que coisa... Isso pode até fazer parte do meu projeto... Hum. Gostei. Vou anexar isso à minha grande idéia.
(Adriana Luz - 23 de dezembro de 2006 - 2h32min)
Tuesday, December 19, 2006
Amor de poeta
"O pescador tem dois amor
Um bem na terra, um bem no mar..."
O poeta tem mais de dois "amor"...
Tantos e vários...
E às vezes nenhum...
E pra cada algum, que veio
ou que se foi...
uma letra,
e um olhar,
e um beijo,
e por vezes,um grito...
Mas só entende o poeta,
quem sabe ler o ser humano
Não as palavras...
(Adriana Luz) (19/12/2006)
Um bem na terra, um bem no mar..."
O poeta tem mais de dois "amor"...
Tantos e vários...
E às vezes nenhum...
E pra cada algum, que veio
ou que se foi...
uma letra,
e um olhar,
e um beijo,
e por vezes,um grito...
Mas só entende o poeta,
quem sabe ler o ser humano
Não as palavras...
(Adriana Luz) (19/12/2006)
Wednesday, December 13, 2006
De bandeja
NOSSA!
Tenho TANTA coisa pra escrever. TANTA coisa pra falar...
Mas estou com TANTA preguiça...
Sim. Tenho MUITA preguiça. Aliás. Tenho VÁRIAS.
MIL preguiças.
E nem um pouco de VERGONHA ou MEDO de admitir.
Pois bem.
Quero fazer um texto CUJO TÍTULO seja "De bandeja".
Por quê? Bem... Nesse exato momento eu SEI o porquê.
Mas tô com TANTA preguiça de falar.. de escrever...
MELHOR parar por aqui...
AMANHÃ...
Ou quando estiver com um pouquinho mais de ânimo, falo do que seria isto...
" DE BANDEJA"...
Mas....
Se eu ainda estiver com preguiça amanhã, o que farei?
Bem, esperarei as PALAVRAS CAÍREM...
Assim...
SOZINHAS...
Nos meus lábios, nos meus dedos, no meu colo...
De Bandeja...
QUALQUER DIA, QUALQUER HORA...
POR HORA...
VOU PENSAR...
TALVEZ SONHAR...
SALUT!
Tenho TANTA coisa pra escrever. TANTA coisa pra falar...
Mas estou com TANTA preguiça...
Sim. Tenho MUITA preguiça. Aliás. Tenho VÁRIAS.
MIL preguiças.
E nem um pouco de VERGONHA ou MEDO de admitir.
Pois bem.
Quero fazer um texto CUJO TÍTULO seja "De bandeja".
Por quê? Bem... Nesse exato momento eu SEI o porquê.
Mas tô com TANTA preguiça de falar.. de escrever...
MELHOR parar por aqui...
AMANHÃ...
Ou quando estiver com um pouquinho mais de ânimo, falo do que seria isto...
" DE BANDEJA"...
Mas....
Se eu ainda estiver com preguiça amanhã, o que farei?
Bem, esperarei as PALAVRAS CAÍREM...
Assim...
SOZINHAS...
Nos meus lábios, nos meus dedos, no meu colo...
De Bandeja...
QUALQUER DIA, QUALQUER HORA...
POR HORA...
VOU PENSAR...
TALVEZ SONHAR...
SALUT!
Tuesday, December 05, 2006
Santa chuva

Às vezes, fico irritada comigo mesma. No último post, eu escrevi sobre o cuidar de mim. E queria realmente ficar com aquele pensamento.
Mas bastam algumas gotinhas de chuva, ou um céu mais nublado, e lá estou eu me achando o bueiro do asfalto. E remoendo as migalhas que (não) me são oferecidas...
Pois foi exatamente isso que fiz no dia de ontem. E quase na totalidade do hoje...
Que absurdo.
Mas, eis que, algumas lágrimas surgiram...
Estranhas, diferentes...
Foram escorrendo pela minha face... Mas, ao invés de eu me sentir triste, fui me sentindo cada vez melhor...Engraçado...
*******
Até que, de repente, tive um clique e pensei: o que é que eu estou fazendo?
Confesso que cheguei a me achar ridícula... Eu me descabelando diante do nada.
Uma total falta de respeito "próprio-comigo-de-mim-pra-mim-mesma"...
*******
Acho que, muitas vezes, nem eu sei da força e do que sou capaz de fazer.
Meu lema sempre foi este: seguir em frente, nada de choros em ombros alheios, nada de espalhar tristezas por aí...
E mais: nada de dores, nada de sofreres...
Coisas que só a mim pertencem. E ninguém tem nada a ver com isso.
E se sempre pensei assim, porque cargas d´água estava eu me permitindo mudar? E pra pior? Putz!
*******
Por isso, resolvi fazer, agora, um tributo às águas da chuva... Àquela que vem, lava e leva tudo o que nos sufoca...
Ou uma ação de graças aos céus. Coisa que aliás, deveria ter feito há muito tempo.
Porque, como diz a letra daquela música: "a chuva já passou por aqui . Eu mesma que cuidei de secar."
Obrigada, vida. Obrigada, céu. Obrigada, Deus.
*********
Feliz Eu-Novo!! De novo!!!!
E pra esse novo eu, já decidi: qualquer coisa não me serve. Qualquer nada não me satisfaz...
Porque estou de alma lavada. Porque sou... o que eu quiser...
Santa chuva!
(Adriana Luz - 05 de dezembro de 2006)
Thursday, November 30, 2006
Só não se perca ao entrar no meu infinito particular

Hoje amanheci com vontade de cuidar de mim... Não sei o que foi. Talvez os pensamentos confusos de ontem... Talvez as conversas lunáticas com minha amiga. Talvez a noite mal dormida... Talvez os sonhos malucos que ando tenho.. Talvez os sonhos de outros.
Talvez os projetos... Talvez o trabalho...
Talvez as peças que quero ver... Talvez os filmes que quero assistir... Talvez os livros que quero ler... Talvez as roupas que quero vestir.. Talvez os perfumes que quero sentir... Talvez as viagens que quero fazer.. E os lugares que quero conhecer...
E os prazeres que quero ter...
Talvez o corpo... Talvez o rosto... Talvez o espírito... Talvez a saudade... Talvez as decepções.... Talvez o próprio talvez... E até o quem sabe...
Não sei...
Só sei que me olhei no espelho e pensei: não posso me perder de mim mesma.
E assim comecei o meu dia!! Cuidando de cada pedaço de mim... E que gostoso isso...
Ninguém cuida melhor de mim do que eu mesma... De verdade. Hoje, priorizei minha vida.
E decidi que é isso que devo fazer. Sempre!
E assim, escolher quem eu quero do meu lado. Com quem falar, o que falar.. A quem telefonar... A quem dirigir meu olhar... E assim escolher o que quero pra mim.
E assim decidir o que é melhor... Mesmo não tendo certeza...
Mas e daí? Melhor eu escolher sem ter a certeza, do que não escolher e deixar que escolham por mim.
Descobri hoje: eu preciso de mim... E eu sou minha melhor decisão ...
Sou completamente incompleta...
E vou me construindo... Particularmente... Eternamente... Infinitamente...
Só pra mim... Ou pra quem eu quiser.
Que delícia pensar assim!
Wednesday, November 29, 2006
Essa Menina

Essa menina tem um pensar nas nuvens...
E um pulsar do coração na ponta dos dedos...
E um olhar que mais parece o de um bebê encantado
com as descobertas de cada momento...
Tem também um sorrir aceso daqueles que iluminam canto a canto
do rosto... E a gente se apaixona quando vê essa menina sorrir...
Essa menina tem um ouvir que vai além do que se diz
Mas ela mesma não diz nada
Porque no momento em que se fala
aos seus ouvidos, sua mente flutua
E seu coração está lá,
dando ordens aos dedos
que, inquietos,
não querem outra coisa
a não ser se derramarem no papel...
E essa menina escreve
E quanta coisa linda tem a registrar...
E ela registra tudo,
e todos
e mais um pouco
que captou
dali do seu lugar...
E que lugar?
Ali, de seu mundo efervescente
onde tudo é poesia...
onde tudo acontece ao mesmo tempo agora...
Essa menina...
Que menina linda!
Essa menina chamada Ana Martha!
(Adriana Luz - 29 de novembro de 2006)
Sunday, November 19, 2006
Insônia
Passam-se os dias...
Passam-se as horas...
Passam-se os momentos...
Alguém já disse isso
Não sei onde
Não sei quando
Mas nunca fez tanto sentido
como agora
nesse momento
que já passou...
(Adriana Luz - madrugada de 20 de novembro de 2006)
Passam-se as horas...
Passam-se os momentos...
Alguém já disse isso
Não sei onde
Não sei quando
Mas nunca fez tanto sentido
como agora
nesse momento
que já passou...
(Adriana Luz - madrugada de 20 de novembro de 2006)
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