E aqui estou... Pensei em escrever sobre janeiro, sobre meu aniversário, sobre minhas férias... Mas resolvi que só o farei, no final deste mês...quando fevereiro estiver prestes a dar as caras e meu estado depressivo aumentar por causa da proximidade de coisas e coisas as quais agora não quero nem mencionar...
Por ora, vamos a um texto que achei num site do Uol... Normalmente não ligo pra essas coisas de signo.. Mas não é que desta vez, cheguei (quase) a acreditar que esse texto realmente foi escrito pra mim??? ..rs...
Bom, excetuando-se um ou outro item, aqui está o texto para quem quiser saber sobre uma capricorniana...(passei para o feminino, claro..rs)
**********
Uma capricorniana...
Capricornianas adoram música. De todo tipo, desde rock, o que já demonstra ser um Capricórnio moderninho, até óperas e concertos de música clássica. Aí sim elas se permitem emocionar e até chorar. Chegadas a uma boa mesa, nunca vão dispensar um bom restaurante. Como têm um ótimo paladar... apreciam a boa comida e os bons vinhos, mas nada de muita novidade.
Nada como um bom vinho italiano, a comida francesa e as sobremesas alemãs. Passeios a museus e feiras de antiguidades são excelentes e ela sempre saberá falar sobre alguma obra de arte ou uma peça antiga, mesmo que seja para dizer que na casa de sua avó havia um igual. E nem se preocupe com a conta. Não.. ela não paga a conta toda não. Vai dividir a conta, mas cada um vai ter que pagar o que comeu. Sem essa de dividir tudo igual...
Para deixar Capricórnio à beira de um ataque de nervos:
• Marque um encontro com uma semana de antecedência e ligue duas horas depois dizendo que não vai
• Deixe todas as lâmpadas da casa acesas
• Diga que ela sempre chega atrasada
• Quando ela chegar, olhe no relógio
• Saia com ela e faça escândalos
A casa de uma capricorniana:
Uma casa construída para durar e resistir ao tempo. Assim será a casa do Capricorniano...
Marque hora para ir à sua casa. Ela prefere saber quem e quando irá visitá-la para deixar tudo em ordem, desde a arrumação da casa até como vai recebê-lo.
Os móveis tenderão ao clássico, ou então com linhas que não sejam modismos da época para que sempre estejam na moda. Mobília prática e descompromissada, refletindo seu caráter conservador e um tanto estéril.
Apaixonada por música, terá um ótimo aparelho de som e muitos cd’s, e muitos clássicos entre eles.
Livros... (vários).
É na cozinha que você verá seu senso organizacional. Tudo arrumado e planejado, com todos os objetos e aparelhos necessários para fazer seus pratos prediletos.
Em toda a casa o piso será de fácil limpeza, assim como as paredes que terão cores neutras...
Ela receberá você muito bem, principalmente se for um velho amigo ou fizer parte da família.
Aliás, se você foi convidado, ela já o considera da família.
Nas viagens:
São muito prevenidas essas capricornianas. Podem levar roupas para todas as estações e alguns remédios para picadas de insetos venenosos, mesmo que tenham programado uma viagem para Paris (...e lá não tem insetos?, ora). Não dispensarão os objetos necessários a uma boa estada num local distante. Toalhas, sabonetes e cobertores (... e se no hotel não tiver, ora). A mala terá um local reservado para seus chinelos e seu pijama favorito, que o acompanharão em todos os locais. Sempre levando uma bagagem de mão, lá estará seus remédios, pasta de dente e escova (cremes e maquiagens) que também sempre a acompanham.
Se você pretende fazer uma viagem cheia de aventuras e conhecer lugares nunca antes conhecidos, e levar uma capricorniana, vai ter que escutar muito ela dizer : ... não disse que aqui não tinha água limpa...viu que praia cheia de sujeira... não falei pra você pegar o boné... Bem que eu te avisei. Mas são ótimas companhias de viagem, e sempre estão conversando e batendo um bom papo, contando seus “causos” e protegendo você das dificuldades...
Quanto ao trabalho..
Cartão de ponto na mão, carteira de trabalho na outra e as tarefas debaixo do braço. Pronto para trabalhar ? Prepare-se para um dia com os minutos contados. Pontual e precisa como um relógio suíço, você vai ter que correr muito para cumprir as metas que ela estabelece para si e seus companheiros de trabalho.
Sempre preocupada em realizar as tarefas antes do prazo e com muita perfeição, teme cometer erros e atrasar. Consegue fazer muita coisa, e tem muitas habilidades.
Sempre preparada para cumprir metas, não se permite descanso enquanto não tiver terminado uma tarefa. Você nunca vai conseguir pegar no seu pé, pois ela nunca deixa falhas para alguém reclamar. Mas se por um acaso, bem remoto, isso acontecer, escolha muito bem as palavras... Ela escutará aquilo como uma condenação e se punirá e se penitenciará sentindo a maior vergonha do mundo, e durante dias ainda escutará o eco de sua voz dizendo “... você esqueceu...ceu...ceu...”.
Se não quiser ter uma funcionária arrasada a ponto de cometer suicídio, nunca a chame de irresponsável. Ela ficará completamente alucinada, e escutará para sempre aquele eco na sua cabeça : “irresponsável...ável...ável...”, mesmo que você só tenha perguntado as horas no momento em que ele chegou.
No amor...
Ah... capricornianas. Tão sensuais, mas tão tímidas. O contato com a sexualidade é feito bem lentamente, com cautela e cuidado. Amantes sempre prontos a aprender, quando sentem desejo por alguém sabem se aproximar, mas no contato íntimo podem vacilar e conter seu desejo imenso de sentir o prazer...
E como gostam das preliminares, como se estivessem sempre adiando o momento do clímax, às vezes por timidez, outras por insegurança, mas curtindo muito esses momentos. Exigentes que são, quando chegam ao momento do prazer total querem usufruir de toda a intensidade do amor, tendo certeza do que realmente quer e satisfazendo a si e ao parceiro.
Capricornianos são capricornianos até quando preparam o ambiente para o amor. Discretas, gostam de tranqüilidade, pouca luz e um ambiente sem muita sofisticação. Se o parceiro quiser, tudo bem... ela até vai curtir. Adoram fazer uma arte, mas só de vez em quando.
...o que ela mais preza na vida é sua integridade, fazendo o possível para não sair da linha. Com muita classe, ninguém verá uma capricorniana desarrumada, a não ser quando está em casa.
O que favorece muito a capricorniana é que ela não envelhece tão cedo. Sempre tem a mesma aparência. Quando mais jovem até aparenta serem mais velhas, mas com o passar dos anos os outros envelhecem e elas permanecem iguais, claro com algumas marcas do tempo, mas poucas.
Muito precavida, sempre estará procurando uma forma de manter-se financeiramente independente, trabalhando ou juntando algum dinheiro. Muito fiel, espera um homem que corresponda às suas necessidades e que não cobre responsabilidades : ela sabe quais são suas obrigações. Com forte personalidade, sabe seduzir e trazer para si o homem que escolheu para compartilhar o caminho da realização pessoal, profissional e social
Monday, January 22, 2007
Thursday, December 28, 2006
Sunday, December 24, 2006
Friday, December 22, 2006
Teoria das madrugadas 2

Cá estou eu, com o meu presente, o meu passado e o meu futuro. Tudo misturado...
Aliás, tem um comercial de um carro que me toca demais. É um comercial em que o cara vai andando e olhando pra trás, para os lados... E ali, a cada passo, ele vai vendo tudo o que se passou na vida dele... E aí, no final, ele pára em frente a um carro e o locutor diz: sua vida trouxe você até aqui...
É muito lindo...
Bem, mas por que estou falando desse comercial?
Porque é assim que estou me sentindo. Ou melhor, é isso que estou sentindo... Minha vida me trouxe até aqui. E agora, o que me levará adiante? Haverá o “adiante”? E se houver, o que será que será?
Queria tanto poder prever meu futuro... Sei que todos gostariam, e que isso nem é original. E que também todo mundo tem esses questionamentos, ou essas reflexões... É, eu sei... Mas agora nem estou querendo ser original. Só quero registrar o que estou sentindo .
Às vezes penso que estou vivendo uma realidade paralela. E que, a qualquer momento, voltarei à vida que deveria ser. Ou que sempre foi...
Às vezes não acredito no que faço, no que fiz, no que estou fazendo...
Ou então, faço e fico me perguntando: e agora? Qual o próximo passo?
Às vezes também me acho uma pessoa tão pesada de carregar. Nossa! Como eu peso a mim mesma. Poderia ser bem mais leve... Se eu pesasse menos, seria tão fácil de me carregar. E olha que nem estou falando do peso literal (o que aliás, está enorme!! Putz. Preciso perder pelo menos uns cinco quilos. E quem diz que eu consigo?? Ai ai)
Às vezes gostaria de ser sempre pra cima. Alto astral.
Às vezes, gostaria de ser mais profissional. Mais fria, mais calculista.
Às vezes, gostaria de não me apegar a minúcias...
Às vezes, gostaria de não me achar o centro do mundo...
Às vezes, gostaria de não me achar o bueiro do vaso sanitário...
Às vezes, às vezes, às vezes...
(Adriana Luz - 23 de dezembro de 2006 - 2h57min)
Teoria das madrugadas
Estou desenvolvendo um projeto. Não. Não é nada relacionado ao meu trabalho. Aliás, por falar nisso, fui designada a ser “Coordenadora de Projetos” ... Título interessante. Estou me sentindo meio assim “Assessora do assessor que programa assessorias”... mas tudo bem... Não quero falar sobre isso agora.
Como eu ia dizendo, estou desenvolvendo um projeto. E este é sobre os relacionamentos (humanos, animais, materiais...).
Sabe que nem eu acredito na idéia que tive? Pois é. Estou orgulhosa de mim mesma. Como posso guardar tanta sabedoria dentro de minha própria pessoa? Incrível!!!
De tudo o que já fiz, já inventei, já criei.. Enfim, de todos os meus projetos, este é o mais fenomenal!
Acho que este, sim, será O PROJETO! Aquele que me dará o brilho necessário, me alavancará e me lançará ao estrelato. Já me vejo nos talk shows da vida dando entrevistas e explicando tim tim por tim tim do que se trata este grande invento, qual foi o ponto de partida, como tive a idéia etc etc etc...
E claro, como ainda se trata de um esboço, obviamente não o relatarei aqui neste espaço concorrido. Vou apenas registrar que o projeto nasceu, na data de hoje, depois que cheguei de uma festa de confraternização... Aliás, não consigo pensar em outra coisa... E, como estou sem sono (pra variar) resolvi registrar o momento.
E por falar em momento, neste exato (são duas horas da manhã), estou aqui... E o resto do mundo está aí.
Aí onde? – perguntarás.
Aí no momento de cada um – responderei.
Coisa mais besta – dirás.
Besta, mas fascinante – retrucarei.
De verdade. Estou fascinada com isso. Eu , aqui, acordada, em plena madrugada, um calor infernal, luzes apagadas, só a claridade da tela do computador, resto da casa em silêncio... Eu, solitária e rodeada pelo resto do mundo. Eu, em silêncio, participante de todos os momentos, de todas as vidas, de todo o mundo...
O homem que acorda, a mulher que está tirando maquiagem, a moça que está na balada, o casal que está namorando, o rapaz que está dormindo, a criança que está berrando... Todos estamos no mesmo momento, exatamente, nos mesmos segundos, fazendo coisas distintas, ao mesmo tempo...
Estamos todos juntos, ainda que solitários... E não nos vemos...
E por que não nos vemos?
E se não vemos, não sentimos?
E se não sentimos, não sabemos quem está onde e fazendo o quê?
Sim!!!
Ou melhor, não!!!!!!
Quer dizer: sim e não!
Não nos vemos, não sentimos, não sabemos ... Mas estamos!!! Sim, estamos...
Que coisa... Isso pode até fazer parte do meu projeto... Hum. Gostei. Vou anexar isso à minha grande idéia.
(Adriana Luz - 23 de dezembro de 2006 - 2h32min)
Como eu ia dizendo, estou desenvolvendo um projeto. E este é sobre os relacionamentos (humanos, animais, materiais...).
Sabe que nem eu acredito na idéia que tive? Pois é. Estou orgulhosa de mim mesma. Como posso guardar tanta sabedoria dentro de minha própria pessoa? Incrível!!!
De tudo o que já fiz, já inventei, já criei.. Enfim, de todos os meus projetos, este é o mais fenomenal!
Acho que este, sim, será O PROJETO! Aquele que me dará o brilho necessário, me alavancará e me lançará ao estrelato. Já me vejo nos talk shows da vida dando entrevistas e explicando tim tim por tim tim do que se trata este grande invento, qual foi o ponto de partida, como tive a idéia etc etc etc...
E claro, como ainda se trata de um esboço, obviamente não o relatarei aqui neste espaço concorrido. Vou apenas registrar que o projeto nasceu, na data de hoje, depois que cheguei de uma festa de confraternização... Aliás, não consigo pensar em outra coisa... E, como estou sem sono (pra variar) resolvi registrar o momento.
E por falar em momento, neste exato (são duas horas da manhã), estou aqui... E o resto do mundo está aí.
Aí onde? – perguntarás.
Aí no momento de cada um – responderei.
Coisa mais besta – dirás.
Besta, mas fascinante – retrucarei.
De verdade. Estou fascinada com isso. Eu , aqui, acordada, em plena madrugada, um calor infernal, luzes apagadas, só a claridade da tela do computador, resto da casa em silêncio... Eu, solitária e rodeada pelo resto do mundo. Eu, em silêncio, participante de todos os momentos, de todas as vidas, de todo o mundo...
O homem que acorda, a mulher que está tirando maquiagem, a moça que está na balada, o casal que está namorando, o rapaz que está dormindo, a criança que está berrando... Todos estamos no mesmo momento, exatamente, nos mesmos segundos, fazendo coisas distintas, ao mesmo tempo...
Estamos todos juntos, ainda que solitários... E não nos vemos...
E por que não nos vemos?
E se não vemos, não sentimos?
E se não sentimos, não sabemos quem está onde e fazendo o quê?
Sim!!!
Ou melhor, não!!!!!!
Quer dizer: sim e não!
Não nos vemos, não sentimos, não sabemos ... Mas estamos!!! Sim, estamos...
Que coisa... Isso pode até fazer parte do meu projeto... Hum. Gostei. Vou anexar isso à minha grande idéia.
(Adriana Luz - 23 de dezembro de 2006 - 2h32min)
Tuesday, December 19, 2006
Amor de poeta
"O pescador tem dois amor
Um bem na terra, um bem no mar..."
O poeta tem mais de dois "amor"...
Tantos e vários...
E às vezes nenhum...
E pra cada algum, que veio
ou que se foi...
uma letra,
e um olhar,
e um beijo,
e por vezes,um grito...
Mas só entende o poeta,
quem sabe ler o ser humano
Não as palavras...
(Adriana Luz) (19/12/2006)
Um bem na terra, um bem no mar..."
O poeta tem mais de dois "amor"...
Tantos e vários...
E às vezes nenhum...
E pra cada algum, que veio
ou que se foi...
uma letra,
e um olhar,
e um beijo,
e por vezes,um grito...
Mas só entende o poeta,
quem sabe ler o ser humano
Não as palavras...
(Adriana Luz) (19/12/2006)
Wednesday, December 13, 2006
De bandeja
NOSSA!
Tenho TANTA coisa pra escrever. TANTA coisa pra falar...
Mas estou com TANTA preguiça...
Sim. Tenho MUITA preguiça. Aliás. Tenho VÁRIAS.
MIL preguiças.
E nem um pouco de VERGONHA ou MEDO de admitir.
Pois bem.
Quero fazer um texto CUJO TÍTULO seja "De bandeja".
Por quê? Bem... Nesse exato momento eu SEI o porquê.
Mas tô com TANTA preguiça de falar.. de escrever...
MELHOR parar por aqui...
AMANHÃ...
Ou quando estiver com um pouquinho mais de ânimo, falo do que seria isto...
" DE BANDEJA"...
Mas....
Se eu ainda estiver com preguiça amanhã, o que farei?
Bem, esperarei as PALAVRAS CAÍREM...
Assim...
SOZINHAS...
Nos meus lábios, nos meus dedos, no meu colo...
De Bandeja...
QUALQUER DIA, QUALQUER HORA...
POR HORA...
VOU PENSAR...
TALVEZ SONHAR...
SALUT!
Tenho TANTA coisa pra escrever. TANTA coisa pra falar...
Mas estou com TANTA preguiça...
Sim. Tenho MUITA preguiça. Aliás. Tenho VÁRIAS.
MIL preguiças.
E nem um pouco de VERGONHA ou MEDO de admitir.
Pois bem.
Quero fazer um texto CUJO TÍTULO seja "De bandeja".
Por quê? Bem... Nesse exato momento eu SEI o porquê.
Mas tô com TANTA preguiça de falar.. de escrever...
MELHOR parar por aqui...
AMANHÃ...
Ou quando estiver com um pouquinho mais de ânimo, falo do que seria isto...
" DE BANDEJA"...
Mas....
Se eu ainda estiver com preguiça amanhã, o que farei?
Bem, esperarei as PALAVRAS CAÍREM...
Assim...
SOZINHAS...
Nos meus lábios, nos meus dedos, no meu colo...
De Bandeja...
QUALQUER DIA, QUALQUER HORA...
POR HORA...
VOU PENSAR...
TALVEZ SONHAR...
SALUT!
Tuesday, December 05, 2006
Santa chuva

Às vezes, fico irritada comigo mesma. No último post, eu escrevi sobre o cuidar de mim. E queria realmente ficar com aquele pensamento.
Mas bastam algumas gotinhas de chuva, ou um céu mais nublado, e lá estou eu me achando o bueiro do asfalto. E remoendo as migalhas que (não) me são oferecidas...
Pois foi exatamente isso que fiz no dia de ontem. E quase na totalidade do hoje...
Que absurdo.
Mas, eis que, algumas lágrimas surgiram...
Estranhas, diferentes...
Foram escorrendo pela minha face... Mas, ao invés de eu me sentir triste, fui me sentindo cada vez melhor...Engraçado...
*******
Até que, de repente, tive um clique e pensei: o que é que eu estou fazendo?
Confesso que cheguei a me achar ridícula... Eu me descabelando diante do nada.
Uma total falta de respeito "próprio-comigo-de-mim-pra-mim-mesma"...
*******
Acho que, muitas vezes, nem eu sei da força e do que sou capaz de fazer.
Meu lema sempre foi este: seguir em frente, nada de choros em ombros alheios, nada de espalhar tristezas por aí...
E mais: nada de dores, nada de sofreres...
Coisas que só a mim pertencem. E ninguém tem nada a ver com isso.
E se sempre pensei assim, porque cargas d´água estava eu me permitindo mudar? E pra pior? Putz!
*******
Por isso, resolvi fazer, agora, um tributo às águas da chuva... Àquela que vem, lava e leva tudo o que nos sufoca...
Ou uma ação de graças aos céus. Coisa que aliás, deveria ter feito há muito tempo.
Porque, como diz a letra daquela música: "a chuva já passou por aqui . Eu mesma que cuidei de secar."
Obrigada, vida. Obrigada, céu. Obrigada, Deus.
*********
Feliz Eu-Novo!! De novo!!!!
E pra esse novo eu, já decidi: qualquer coisa não me serve. Qualquer nada não me satisfaz...
Porque estou de alma lavada. Porque sou... o que eu quiser...
Santa chuva!
(Adriana Luz - 05 de dezembro de 2006)
Thursday, November 30, 2006
Só não se perca ao entrar no meu infinito particular

Hoje amanheci com vontade de cuidar de mim... Não sei o que foi. Talvez os pensamentos confusos de ontem... Talvez as conversas lunáticas com minha amiga. Talvez a noite mal dormida... Talvez os sonhos malucos que ando tenho.. Talvez os sonhos de outros.
Talvez os projetos... Talvez o trabalho...
Talvez as peças que quero ver... Talvez os filmes que quero assistir... Talvez os livros que quero ler... Talvez as roupas que quero vestir.. Talvez os perfumes que quero sentir... Talvez as viagens que quero fazer.. E os lugares que quero conhecer...
E os prazeres que quero ter...
Talvez o corpo... Talvez o rosto... Talvez o espírito... Talvez a saudade... Talvez as decepções.... Talvez o próprio talvez... E até o quem sabe...
Não sei...
Só sei que me olhei no espelho e pensei: não posso me perder de mim mesma.
E assim comecei o meu dia!! Cuidando de cada pedaço de mim... E que gostoso isso...
Ninguém cuida melhor de mim do que eu mesma... De verdade. Hoje, priorizei minha vida.
E decidi que é isso que devo fazer. Sempre!
E assim, escolher quem eu quero do meu lado. Com quem falar, o que falar.. A quem telefonar... A quem dirigir meu olhar... E assim escolher o que quero pra mim.
E assim decidir o que é melhor... Mesmo não tendo certeza...
Mas e daí? Melhor eu escolher sem ter a certeza, do que não escolher e deixar que escolham por mim.
Descobri hoje: eu preciso de mim... E eu sou minha melhor decisão ...
Sou completamente incompleta...
E vou me construindo... Particularmente... Eternamente... Infinitamente...
Só pra mim... Ou pra quem eu quiser.
Que delícia pensar assim!
Wednesday, November 29, 2006
Essa Menina

Essa menina tem um pensar nas nuvens...
E um pulsar do coração na ponta dos dedos...
E um olhar que mais parece o de um bebê encantado
com as descobertas de cada momento...
Tem também um sorrir aceso daqueles que iluminam canto a canto
do rosto... E a gente se apaixona quando vê essa menina sorrir...
Essa menina tem um ouvir que vai além do que se diz
Mas ela mesma não diz nada
Porque no momento em que se fala
aos seus ouvidos, sua mente flutua
E seu coração está lá,
dando ordens aos dedos
que, inquietos,
não querem outra coisa
a não ser se derramarem no papel...
E essa menina escreve
E quanta coisa linda tem a registrar...
E ela registra tudo,
e todos
e mais um pouco
que captou
dali do seu lugar...
E que lugar?
Ali, de seu mundo efervescente
onde tudo é poesia...
onde tudo acontece ao mesmo tempo agora...
Essa menina...
Que menina linda!
Essa menina chamada Ana Martha!
(Adriana Luz - 29 de novembro de 2006)
Sunday, November 19, 2006
Insônia
Passam-se os dias...
Passam-se as horas...
Passam-se os momentos...
Alguém já disse isso
Não sei onde
Não sei quando
Mas nunca fez tanto sentido
como agora
nesse momento
que já passou...
(Adriana Luz - madrugada de 20 de novembro de 2006)
Passam-se as horas...
Passam-se os momentos...
Alguém já disse isso
Não sei onde
Não sei quando
Mas nunca fez tanto sentido
como agora
nesse momento
que já passou...
(Adriana Luz - madrugada de 20 de novembro de 2006)
Tuesday, November 14, 2006
Vaga análise sobre o nada...

... Pois eu me refiro a uma criança, daquela que não morou nas ruas... Daquela que nunca passou fome, nem frio... Mas daquela que foi à escola, teve um lar e foi cuidada por alguém...
Mas que alguém? É disso que falo. E também do frio que não se passou, da fome que não se sentiu, das tantas pessoas ao redor, das festas coletivas, das presenças em aniversários alheios, e das letras que chegaram, bem antes de tudo...É dessa criança que falo. A que teve tudo. E tanto. E todos. E, na verdade, nunca teve nada, nem ninguém...E aí esse desconforto de não fazer parte. Não pertencer a mundo nenhum. E a falta de ter a quem culpar, nem homenagear.
Um elefante rosa com uma flor nas mãos, no meio do trânsito...
É disso que falo. Mas falo pra dentro. Porque pra fora, não há letras que possam exprimir. Estas nunca vieram. Nem nunca virão.
(Adriana Luz - madrugada de 15/11/2006)
Tuesday, October 31, 2006
Vazio

O vento me sopra pela janela...
São quatro da manhã
Não sinto calor
Não sinto frio
Não sinto prazer
Não há indagações
Nem divagações...
Sequer existe tristeza
ou melancolia...
Apenas são quatro da manhã
E eu aqui, tentando existir...
(Adriana Luz – madrugada de 01 de novembro)
Friday, October 20, 2006
Quem não tem balangandãs não vai no Bonfim...
O que é que a baiana tem...
Tem torso de seda tem
Tem brincos de ouro tem
Corrente de ouro tem
Tem pano da costa tem
Tem bata rendada tem
Pulseira de ouro tem
Tem saia engomada tem
Sandália enfeitada tem
Tem graça como ninguém
(...)
Só vai ao Bonfim quem tem
Um rosário de ouro
Uma bolota assim
Quem não tem balangandãs
Não vai ao Bonfim
Ai não vai ao Bonfim...
Não sou baiana, mas tenho mais que tudo isso... Tenho consciência de que minha vida é cheia de coisas boas. E nem preciso enumerá-las aqui..
E ainda por cima, hoje é sexta-feira, meu dia preferido!!! Sol, Salvador, praia, vida... Mas eu estou deprimida, me achando a última das últimas no mundo...
Completamente sem graça e sem balangandãs algum...
(Será que mesmo assim, eu chego ao Bonfim??)
Tem torso de seda tem
Tem brincos de ouro tem
Corrente de ouro tem
Tem pano da costa tem
Tem bata rendada tem
Pulseira de ouro tem
Tem saia engomada tem
Sandália enfeitada tem
Tem graça como ninguém
(...)
Só vai ao Bonfim quem tem
Um rosário de ouro
Uma bolota assim
Quem não tem balangandãs
Não vai ao Bonfim
Ai não vai ao Bonfim...
Não sou baiana, mas tenho mais que tudo isso... Tenho consciência de que minha vida é cheia de coisas boas. E nem preciso enumerá-las aqui..
E ainda por cima, hoje é sexta-feira, meu dia preferido!!! Sol, Salvador, praia, vida... Mas eu estou deprimida, me achando a última das últimas no mundo...
Completamente sem graça e sem balangandãs algum...
(Será que mesmo assim, eu chego ao Bonfim??)
Sunday, September 24, 2006
Flores voadoras...
Outro dia falei que iria escrever sobre as borboletas... Pois bem, não há dia melhor para falar sobre isso do que numa manhã de Domingo. Eu não gosto dos Domingos... Mas das manhãs de Domingo, quando há sol, está calor, e existe uma praia à minha espera... Que maravilha!
E, agora de manhã, resolvi colocar em meu perfil lá do Orkut (quem ainda não tem ou já não teve Orkut??rs), o desenho que meu amigo Luís Augusto, autor do Fala Menino, fez para mim.
Ele fez esse desenho já há alguns dias. Mais precisamente um mês atrás, na reunião de despedida de Amanda. Mas só hoje fui perceber ou prestar mais atenção... Engraçado, ele fez uma borboleta voando ao meu lado...Eu prestando atenção ao vôo...rs. E, no meu cabelo, ele colocou uma florzinha...E aí me lembrei do que havia dito aqui, sobre escrever inspirada no vôo das borboletas.
Pois bem, o que eu iria falar sobre as borboletas é o seguinte...
Era uma manhã de Domingo. Estávamos em Foz do Iguaçu. E decidimos visitar as Cataratas. Meus filhos ainda não conheciam as belezas naturais de Foz...
Nós acabáramos de estacionar o carro num lugar assim, cheio de árvores, com aquele cheiro de terra molhada...
Quando eu desci do carro, vi um monte de flores pequeninas, uma ao lado da outra... Achei a coisa mais linda do mundo. E mostrei para os meus filhos.
Eram flores amarelinhas, branquinhas, outras meio coloridinhas... E meus filhos correram para verem mais de perto...
Mas as flores, ao perceberem nossa presença, saíram todas voando, ao mesmo tempo...
Flores voando???
Pois é... Só aí percebi que não eram flores. E, sim, borboletas. Meus filhos corriam e brincavam ao redor delas... E eu, abestalhada e medrosa como sempre, corri de volta pro carro...(Aliás, por causa desse meu meu medo excessivo, já passei por várias situações ridículas... Qualquer dia, também falo disso...).
Bem... Como aquelas flores tão lindinhas, de repente se transformaram naqueles monstros voadores e perigosíssimos??
“Amanda, Mateus, não são flores!!! São borboletas!!! Cuidado!!! – foi o que eu pensei em gritar. Mas meu medo era tanto, que fiquei muda. Só tratei de me proteger...
E, aí, alguém, não sei se era o guia, se era turista ou um ser que percebeu a bizarrice da cena que eu protagonizava, deu uma aula...
“elas não fazem nada, são todas borboletas inofensivas que nascem perto dessas rochas úmidas e cheia de flores...
E seguiu dizendo que borboletas assim só sobreviviam ali porque o ar era puro. Elas (as borboletas) eram tão sensíveis que qualquer sujeira no ar, faria com que elas morressem...
E eu senti vergonha do meu medo... Elas, tão delicadas... E eu é que representava perigo a elas. Não elas a mim.
Eu é que estacionei o carro no local onde estavam. Eu é que atrapalhei o descanso delas. Eu é que invadi seu habitat...
E fiquei ouvindo aquelas palavras, olhando meus filhos correrem atrás das borboletas, tão puras e inocentes quanto eles...
E o medo se transformou em admiração...
E me lembrei que momentos antes eu tinha achado que elas fossem flores... E realmente se pareciam com flores. Flores voadoras... num espetáculo maravilhoso!
E a partir daquele dia, passei a olhar as borboletas com outros olhos. Com os olhos de quem sabe que elas nada mais são do que flores que aprenderam a voar... Lindas como as flores, lindas como meus filhos crianças, e lindas como manhãs de Domingo com sol, calor...
E, agora de manhã, resolvi colocar em meu perfil lá do Orkut (quem ainda não tem ou já não teve Orkut??rs), o desenho que meu amigo Luís Augusto, autor do Fala Menino, fez para mim.
Ele fez esse desenho já há alguns dias. Mais precisamente um mês atrás, na reunião de despedida de Amanda. Mas só hoje fui perceber ou prestar mais atenção... Engraçado, ele fez uma borboleta voando ao meu lado...Eu prestando atenção ao vôo...rs. E, no meu cabelo, ele colocou uma florzinha...E aí me lembrei do que havia dito aqui, sobre escrever inspirada no vôo das borboletas.
Pois bem, o que eu iria falar sobre as borboletas é o seguinte...
Era uma manhã de Domingo. Estávamos em Foz do Iguaçu. E decidimos visitar as Cataratas. Meus filhos ainda não conheciam as belezas naturais de Foz...
Nós acabáramos de estacionar o carro num lugar assim, cheio de árvores, com aquele cheiro de terra molhada...
Quando eu desci do carro, vi um monte de flores pequeninas, uma ao lado da outra... Achei a coisa mais linda do mundo. E mostrei para os meus filhos.
Eram flores amarelinhas, branquinhas, outras meio coloridinhas... E meus filhos correram para verem mais de perto...
Mas as flores, ao perceberem nossa presença, saíram todas voando, ao mesmo tempo...
Flores voando???
Pois é... Só aí percebi que não eram flores. E, sim, borboletas. Meus filhos corriam e brincavam ao redor delas... E eu, abestalhada e medrosa como sempre, corri de volta pro carro...(Aliás, por causa desse meu meu medo excessivo, já passei por várias situações ridículas... Qualquer dia, também falo disso...).
Bem... Como aquelas flores tão lindinhas, de repente se transformaram naqueles monstros voadores e perigosíssimos??
“Amanda, Mateus, não são flores!!! São borboletas!!! Cuidado!!! – foi o que eu pensei em gritar. Mas meu medo era tanto, que fiquei muda. Só tratei de me proteger...
E, aí, alguém, não sei se era o guia, se era turista ou um ser que percebeu a bizarrice da cena que eu protagonizava, deu uma aula...
“elas não fazem nada, são todas borboletas inofensivas que nascem perto dessas rochas úmidas e cheia de flores...
E seguiu dizendo que borboletas assim só sobreviviam ali porque o ar era puro. Elas (as borboletas) eram tão sensíveis que qualquer sujeira no ar, faria com que elas morressem...
E eu senti vergonha do meu medo... Elas, tão delicadas... E eu é que representava perigo a elas. Não elas a mim.
Eu é que estacionei o carro no local onde estavam. Eu é que atrapalhei o descanso delas. Eu é que invadi seu habitat...
E fiquei ouvindo aquelas palavras, olhando meus filhos correrem atrás das borboletas, tão puras e inocentes quanto eles...
E o medo se transformou em admiração...
E me lembrei que momentos antes eu tinha achado que elas fossem flores... E realmente se pareciam com flores. Flores voadoras... num espetáculo maravilhoso!
E a partir daquele dia, passei a olhar as borboletas com outros olhos. Com os olhos de quem sabe que elas nada mais são do que flores que aprenderam a voar... Lindas como as flores, lindas como meus filhos crianças, e lindas como manhãs de Domingo com sol, calor...
Tuesday, September 19, 2006
Lágrimas roliças...
Eu queria falar sobre as borboletas... Mas não sou dona de minhas palavras... Elas que me comandam... Portanto, hoje, o tema será outro... Qualquer dia, falo sobre borboletas, flores, primavera...
Bom...
Hoje li uma matéria sobre a separação de Débora Bloch e o marido, um francês com quem ela esteve casada por uns bons anos... Engraçado... Quando terminei de ler a matéria fiquei assim: “nossa, coitadinha”, “puxa”, “que pena”...
Depois de muitos “ohhhhhhssssss” e “puxas” internamente e sentimentalmente exclamados, acordei do êxtase. E dei de cara com as provas que tenho de elaborar e corrigir, além das aulas que tenho de preparar para amanhã...
E aí, a lucidez: “o que eu tenho a ver com a vida da Débora Bloch?” “ Só me faltava agora passar o dia pensando no casamento desfeito de uma atriz”....
E tratei de cuidar da minha vida...
Agora, horas mais tarde, voltei a pensar no assunto... É, eu tenho essas coisas... Mas nem é por causa da atriz.
Na realidade, eu tenho muita pena quando os relacionamentos se desfazem. Tenho isso desde criança....
Uma vez, por exemplo, uma das minhas tias terminou o namoro de somente dois ou três meses. E eu caí no choro quando soube. Mas, antes desse episódio, ela havia terminado com outro rapaz, um namoro de quase um ano, com direito a noivado e tudo. E, claro, chorei convulsivamente.
(Túnel do tempo...)
Ela chegou em casa, toda revoltada. Me chamou e disse: “Dri, quero que você vá à casa de Fulano e entregue isso à mãe dele. Mas não venha embora antes que ela abra o presente e Fulano veja o presente que mandei à Dona Fulana.”
E lá fui eu, balançando aquela caixinha com laçarote vermelho, achando a coisa mais linda do mundo...
Mesmo percebendo nas conversas em casa que aquilo se tratava de algo estranho, eu preferia acreditar que se tratava de um presente mesmo... E lembro-me que fui andando, pelo meu caminho pollyana de ser (que, aliás, acompanha-me até hoje), imaginando sei lá o quê... E, quando cheguei à casa da mãe do rapaz, entreguei a caixinha, e esperei, sorridentemente, que a mulher abrisse o pacote ...
Quando ela desfez o laçarote da caixinha...Ohhhhhhhhh!!!! Eu não queria acreditar na cena!!!!!!!
Era a aliança de noivado de minha tia com o filho da coitada... E havia um bilhete... Mas não me lembro exatamente do conteúdo... Só me lembro que era algo ríspido... E me lembro da cena... A mulher estática. E eu também.
Pensei, internamente: “como eu fui compactuar com uma coisa dessa?”.
E fiquei a tarde toda lá, na casa da mulher. Um pouco porque eu tinha de cumprir a ordem de minha tia, um pouco porque eu estava curiosa com o desenrolar da cena, e um pouco porque eu estava morrendo de pena do rapaz, ex-candidato a meu tio, que ainda não tinha chegado do trabalho. Eu ficava pensando: “imagina quando ele chegar e souber?”
E meu coração sangrava...Quando ele chegou, mais sangramento para o meu coração, porque, pasme o leitor, ele chorou. Ohhhhhhhhhhhhhhh! Minha tia era uma “carrasca”.
(Final do túnel... )
Caso alguém queira saber do desfecho da história... Depois de muitas voltas, eles (minha tia e o candidato a tio) se casaram. E estão juntos até hoje... O amor é lindo.. ai ai..
Bom. E esses episódios não foram os únicos. Eu tenho várias tias, irmãs de minha mãe. E, na época em que elas namoravam, eu me envolvia tanto com a situação delas que, quando havia uma briga (não precisava nem ser término de namoro), lá estava eu, debulhando-me em lágrimas solitárias. Acho que nunca contei isso a ninguém. Acho não, tenho certeza. Estou contando agora, em segredo, ao meu blog quase anônimo...
Há uma outra história também, de outra tia que terminou o noivado às vésperas do casamento... E esse término pareceu quase um funeral. E foi ele (o noivo) quem terminou tudo.
Eu me lembro até hoje dessa minha tia, vestida de preto, indo ao fotógrafo, tirar uma foto 3X4 para um documento, pois ela iria mudar de cidade, de estado... Acho que, se pudesse, ela mudaria de país, de planeta... E eu a acompanhei ao fotógrafo, com meu coração em caquinhos, sentindo tudo o que ela sentia naquele momento...
Bem, mas outra hora escrevo sobre isso...
Pois é... E hoje, cá estou eu, “sentimentalizando-me” com a história da Débora Bloch..
Ô, meu pai, por que não me deu um coração mais magrinho?? Daqueles bem sequinhos, onde só cabem pouquíssimas pessoas, histórias ou fatos??? Por que não me fez como Drummond, com um coração onde não cabem nem suas próprias dores???
Não!!!!!!!! Eu tinha de ter esse coração enorme, com vaga pra todo mundo, e com direito a garagem e playground??? Agora, tenho de ficar o tempo todo tentando provar que meu coração não passa de uma quitinete...
O problema é que nem sempre consigo convencer as pessoas.. E estas vão se achegando.. E vão se espaçando...
Preciso “me mudar”...
Ai ai... Alguém aí tem uma quitinete pra alugar??
(Adriana Luz - 20 de setembro de 2006)
Bom...
Hoje li uma matéria sobre a separação de Débora Bloch e o marido, um francês com quem ela esteve casada por uns bons anos... Engraçado... Quando terminei de ler a matéria fiquei assim: “nossa, coitadinha”, “puxa”, “que pena”...
Depois de muitos “ohhhhhhssssss” e “puxas” internamente e sentimentalmente exclamados, acordei do êxtase. E dei de cara com as provas que tenho de elaborar e corrigir, além das aulas que tenho de preparar para amanhã...
E aí, a lucidez: “o que eu tenho a ver com a vida da Débora Bloch?” “ Só me faltava agora passar o dia pensando no casamento desfeito de uma atriz”....
E tratei de cuidar da minha vida...
Agora, horas mais tarde, voltei a pensar no assunto... É, eu tenho essas coisas... Mas nem é por causa da atriz.
Na realidade, eu tenho muita pena quando os relacionamentos se desfazem. Tenho isso desde criança....
Uma vez, por exemplo, uma das minhas tias terminou o namoro de somente dois ou três meses. E eu caí no choro quando soube. Mas, antes desse episódio, ela havia terminado com outro rapaz, um namoro de quase um ano, com direito a noivado e tudo. E, claro, chorei convulsivamente.
(Túnel do tempo...)
Ela chegou em casa, toda revoltada. Me chamou e disse: “Dri, quero que você vá à casa de Fulano e entregue isso à mãe dele. Mas não venha embora antes que ela abra o presente e Fulano veja o presente que mandei à Dona Fulana.”
E lá fui eu, balançando aquela caixinha com laçarote vermelho, achando a coisa mais linda do mundo...
Mesmo percebendo nas conversas em casa que aquilo se tratava de algo estranho, eu preferia acreditar que se tratava de um presente mesmo... E lembro-me que fui andando, pelo meu caminho pollyana de ser (que, aliás, acompanha-me até hoje), imaginando sei lá o quê... E, quando cheguei à casa da mãe do rapaz, entreguei a caixinha, e esperei, sorridentemente, que a mulher abrisse o pacote ...
Quando ela desfez o laçarote da caixinha...Ohhhhhhhhh!!!! Eu não queria acreditar na cena!!!!!!!
Era a aliança de noivado de minha tia com o filho da coitada... E havia um bilhete... Mas não me lembro exatamente do conteúdo... Só me lembro que era algo ríspido... E me lembro da cena... A mulher estática. E eu também.
Pensei, internamente: “como eu fui compactuar com uma coisa dessa?”.
E fiquei a tarde toda lá, na casa da mulher. Um pouco porque eu tinha de cumprir a ordem de minha tia, um pouco porque eu estava curiosa com o desenrolar da cena, e um pouco porque eu estava morrendo de pena do rapaz, ex-candidato a meu tio, que ainda não tinha chegado do trabalho. Eu ficava pensando: “imagina quando ele chegar e souber?”
E meu coração sangrava...Quando ele chegou, mais sangramento para o meu coração, porque, pasme o leitor, ele chorou. Ohhhhhhhhhhhhhhh! Minha tia era uma “carrasca”.
(Final do túnel... )
Caso alguém queira saber do desfecho da história... Depois de muitas voltas, eles (minha tia e o candidato a tio) se casaram. E estão juntos até hoje... O amor é lindo.. ai ai..
Bom. E esses episódios não foram os únicos. Eu tenho várias tias, irmãs de minha mãe. E, na época em que elas namoravam, eu me envolvia tanto com a situação delas que, quando havia uma briga (não precisava nem ser término de namoro), lá estava eu, debulhando-me em lágrimas solitárias. Acho que nunca contei isso a ninguém. Acho não, tenho certeza. Estou contando agora, em segredo, ao meu blog quase anônimo...
Há uma outra história também, de outra tia que terminou o noivado às vésperas do casamento... E esse término pareceu quase um funeral. E foi ele (o noivo) quem terminou tudo.
Eu me lembro até hoje dessa minha tia, vestida de preto, indo ao fotógrafo, tirar uma foto 3X4 para um documento, pois ela iria mudar de cidade, de estado... Acho que, se pudesse, ela mudaria de país, de planeta... E eu a acompanhei ao fotógrafo, com meu coração em caquinhos, sentindo tudo o que ela sentia naquele momento...
Bem, mas outra hora escrevo sobre isso...
Pois é... E hoje, cá estou eu, “sentimentalizando-me” com a história da Débora Bloch..
Ô, meu pai, por que não me deu um coração mais magrinho?? Daqueles bem sequinhos, onde só cabem pouquíssimas pessoas, histórias ou fatos??? Por que não me fez como Drummond, com um coração onde não cabem nem suas próprias dores???
Não!!!!!!!! Eu tinha de ter esse coração enorme, com vaga pra todo mundo, e com direito a garagem e playground??? Agora, tenho de ficar o tempo todo tentando provar que meu coração não passa de uma quitinete...
O problema é que nem sempre consigo convencer as pessoas.. E estas vão se achegando.. E vão se espaçando...
Preciso “me mudar”...
Ai ai... Alguém aí tem uma quitinete pra alugar??
(Adriana Luz - 20 de setembro de 2006)
Sunday, September 10, 2006
Continue a nadar...
Hoje estou com surto da escrita. Já escrevi sobre Kleyton e Kledir. Já mandei mensagem à minha amiga Vanessa sobre o que penso a respeito das borboletas (acho que vou fazer uma crônica sobre isso também..).. E já mandei emails, respondi a outros tantos.. Enfim... Um dia produtivo literariamente ou literalmente? Sabe-se lá...
E você pode perguntar: você não tem nada melhor pra fazer nesse feriadão todo???
E eu respondo de antemão: tenho sim, mas nem vou dizer o que é (ou foi) melhor... Mas talvez justamente por causa desse "melhor" é que estou (ou esteja) inspirada... (Bem, mudemos de assunto)...
Eu queria escrever sobre um filme que vi há uns dois anos (eu acho, talvez mais..). Esse filme eu vi com meus dois "bebês": Amanda e Mateus.
O nome do Filme? Procurando Nemo...
Sim!!!!!! Procurando Nemo. Coisa mais nerd, não? Pois é. De vez em quando (ou de vez em sempre!) tenho isso...
Mas agora, em 2006, minha filha está nos Estado Unidos ... Há uns vinte dias...
E, de lá, ela manda emails do tipo: "mãe, estou com saudade, quero voltar pra casa, não estou agüentando, estou com medo, insegura...etc etc".
Peço desculpas ao meu bebê por expor seus sentimentos aqui, mas isso é de fundamental importância para o que quero escrever...
Sim, e num desses emails, eu pensei em responder assim, com alguma mensagem bem marcante. Algo que pudesse fazê-la se lembrar de mim, e se lembrar de que ela nunca deve desistir de seus sonhos, mesmo porque eu estarei sempre ao lado dela, e no caminnho dela, desde o início ao fim... Nunca a abandonarei. Mas que ela deve continuar, sozinha, porque isso faz parte de seu crescimento... etc etc...
Pensei em vários filósofos, pensei em escritores famosos, dos que ela e eu gostamos... Pensei em Clarice ( a Lispector), pensei Em Cecília (a Meireles), pensei em Gabriel Garcia, em Dostoiewsk, em Niestche, em Freud, em Jesus Cristo e em seu Cálice, e daí lembrei-me de Chico Buarque (Pai, afasta de mim, este Cálice... Cale-se... : - ( ................
Nossa. Minha cabeça deu um nó... Quem eu iria citar nesse momento?
Procurei no mais íntimo do meu ser algo bem valioso e profundo...
Mas, de repente, sabe-se lá por quê, veio-me à mente nada mais nada menos do que a "peixinha" Dory... rs .
Desculpem-me os letrados.. E meus alunos que esperam de mim algo mais profundo...
O que posso fazer? (eu simplesmente adoro essa personagem).
E aí me lembrei da frase que ela dizia ao Nemo, quando este se sentia perdido, sozinho, e pensava que jamais conseguiria realizar seu objetivo: encontrar-se com seu pai novamente... Ela dizia:
"Continue a nadar"...
E aí não veio outra mensagem em meus pensamentos, senão esta:
"Amanda: continue a nadar"...
E acrescentei: "porque estarei te esperando no fim da praia"...
E assim me senti melhor.
Na verdade, acho que é isso que temos de fazer na vida: nadar sempre... Sem desanimar, sem desistir. De vez em quando descansar, boiar.. Mas nunca afundar...
Isso porque há alguém nos esperando no fim da praia.
Sempre há alguém...
Que bom...
E pra você, Amanda, eu sempre estarei aqui...
Bom dia a você que está lendo este texto e bom dia ao meu amor, Amanda, que é a quem dedico meu dia de hoje...
Te amo
E você pode perguntar: você não tem nada melhor pra fazer nesse feriadão todo???
E eu respondo de antemão: tenho sim, mas nem vou dizer o que é (ou foi) melhor... Mas talvez justamente por causa desse "melhor" é que estou (ou esteja) inspirada... (Bem, mudemos de assunto)...
Eu queria escrever sobre um filme que vi há uns dois anos (eu acho, talvez mais..). Esse filme eu vi com meus dois "bebês": Amanda e Mateus.
O nome do Filme? Procurando Nemo...
Sim!!!!!! Procurando Nemo. Coisa mais nerd, não? Pois é. De vez em quando (ou de vez em sempre!) tenho isso...
Mas agora, em 2006, minha filha está nos Estado Unidos ... Há uns vinte dias...
E, de lá, ela manda emails do tipo: "mãe, estou com saudade, quero voltar pra casa, não estou agüentando, estou com medo, insegura...etc etc".
Peço desculpas ao meu bebê por expor seus sentimentos aqui, mas isso é de fundamental importância para o que quero escrever...
Sim, e num desses emails, eu pensei em responder assim, com alguma mensagem bem marcante. Algo que pudesse fazê-la se lembrar de mim, e se lembrar de que ela nunca deve desistir de seus sonhos, mesmo porque eu estarei sempre ao lado dela, e no caminnho dela, desde o início ao fim... Nunca a abandonarei. Mas que ela deve continuar, sozinha, porque isso faz parte de seu crescimento... etc etc...
Pensei em vários filósofos, pensei em escritores famosos, dos que ela e eu gostamos... Pensei em Clarice ( a Lispector), pensei Em Cecília (a Meireles), pensei em Gabriel Garcia, em Dostoiewsk, em Niestche, em Freud, em Jesus Cristo e em seu Cálice, e daí lembrei-me de Chico Buarque (Pai, afasta de mim, este Cálice... Cale-se... : - ( ................
Nossa. Minha cabeça deu um nó... Quem eu iria citar nesse momento?
Procurei no mais íntimo do meu ser algo bem valioso e profundo...
Mas, de repente, sabe-se lá por quê, veio-me à mente nada mais nada menos do que a "peixinha" Dory... rs .
Desculpem-me os letrados.. E meus alunos que esperam de mim algo mais profundo...
O que posso fazer? (eu simplesmente adoro essa personagem).
E aí me lembrei da frase que ela dizia ao Nemo, quando este se sentia perdido, sozinho, e pensava que jamais conseguiria realizar seu objetivo: encontrar-se com seu pai novamente... Ela dizia:
"Continue a nadar"...
E aí não veio outra mensagem em meus pensamentos, senão esta:
"Amanda: continue a nadar"...
E acrescentei: "porque estarei te esperando no fim da praia"...
E assim me senti melhor.
Na verdade, acho que é isso que temos de fazer na vida: nadar sempre... Sem desanimar, sem desistir. De vez em quando descansar, boiar.. Mas nunca afundar...
Isso porque há alguém nos esperando no fim da praia.
Sempre há alguém...
Que bom...
E pra você, Amanda, eu sempre estarei aqui...
Bom dia a você que está lendo este texto e bom dia ao meu amor, Amanda, que é a quem dedico meu dia de hoje...
Te amo
Deu pra ti, baixo astral...
Nem sei por que, mas na semana passada eu me lembrei da dupla Kleyton e Kledir ( alguém sabe de quem se trata???)... Pra quem não sabe, é uma dupla gaúcha,que fez sucesso na década de 80...
Ah, sim, lembrei-me agora por que me lembrei deles na semana passada... Foi por causa da banda (de uma homem só..) Júpiter Maçã.
Semana passada fui a um show do Júpiter. Gostei muito. Especialmente porque o local estava vazio. Quer dizer, havia lá uns malucos dançando e pulando, mas nada que me atrapalhasse, nem abusasse dos meus pezinhos, dos meus ouvidos e da minha paciência. Bem, em resumo, consegui ver ( e ouvir) o show com calma... E, como ele é gaúcho (acho que foi por isso, o sotaque, o jeito, sei lá...), baixou-me assim, uma espécie de saudosismo bairrista...
Sei lá. Nem sou gaúcha.
Mas sabe aquela coisa de "eu sou do sul e conheço as coisas de lá?"
Pois bem. Daí até Kleyton e Kledir, Arrigo Barnabé, Renato Borghetti e outros tantos, foi um pulo...
E, agora de manhã, ao ler uma matéria na TRIP, dei de cara com o Kleyton e Kledir.
Na verdade, não era uma matéria sobre eles exatamente, mas sobre alguém que se lembrou deles. Uma cara que mora nos Estados Unidos... Matéria engraçada, sobre esse cara que perdeu o sono porque se lembrou de uma música da dupla, no meio da noite. E ele acordou com isto: "Deu pra ti, hum.. ké ké.., baixo astral, vou pra Porto Alegre, tchau!"
E ele estava encucado com o "ké ké"... O barulho que a dupla fazia no meio da canção. A partir daí, as divagações... sobre os "zavaza" de Elis Regina e outros grunhidos de outros cantores brasileiros...
Lembrei-me da Daniela Mercury. Em toda música ela faz um "rã", assim, do nada... Já perceberam?
E eu acho que sem esse "rã", não seria Daniela cantando: "capoeira, dim, dim dim, dim dim dom RÃÃ...
E de Gilberto Gil... Alguém imagina Gil cantando sem falar os "haha ...huhu" ao final de cada verso? Impossível.
Pois é.. Cada um com seu cada um...
O problema é que ,às vezes, esses grunhidos cansam...
Uma vez fui a um show do Timbalada.. Nossa! No começo até que estava interessante, mas não sei o que deu no vocalista (?)... E, de repente, ele começou num "abada baba huhu rrrrr", sei lá o quê... E a partir daí a música acabou. Foram esses grunhidos e um batuque interminável o resto da noite. Acabou com a minha festa. Claro. E olha que eu gosto do grupo Timbalada e de batuques e atabaques. Aliás, paguei caríssimo por esse show, afinal era Reveillon.
Imagine, Reveillon, Timbalada, Praia de Guarajuba, camarote...
Pois é...
Andei quilômetros, agüentei engarrafamento, bebida quente (sim, quente!!!!), empurra-empurra, pisão nos pés... pra quê?? Pra passar a noite ouvindo o Abadabadabadúuuuuu dos Flinstones, ops, do Timbalada...
Uma coisa!!
No outro dia, estava arrependidíssima de ter ficado até tão tarde, e de ter gastado tanto...pra... NADA! Nessas horas que fazem falta conselhos do tipo Kleyton e Kledir: Deu pra ti, baixo astral , vou pra Porto Alegre, tchau...
Por que não me lembrei dessa pérola da dupla gaúcha naquela noite? Por que não dei tchau e voltei pro meu Porto (que no caso, não estava tão Alegre, mas era meu)?
São essas coisas que me pergunto... Enfim, são apenas divagações numa manhã de domingo...
Já passou, né? Fazer o quê??
(Adriana Luz - 10 /9/2006)
Ah, sim, lembrei-me agora por que me lembrei deles na semana passada... Foi por causa da banda (de uma homem só..) Júpiter Maçã.
Semana passada fui a um show do Júpiter. Gostei muito. Especialmente porque o local estava vazio. Quer dizer, havia lá uns malucos dançando e pulando, mas nada que me atrapalhasse, nem abusasse dos meus pezinhos, dos meus ouvidos e da minha paciência. Bem, em resumo, consegui ver ( e ouvir) o show com calma... E, como ele é gaúcho (acho que foi por isso, o sotaque, o jeito, sei lá...), baixou-me assim, uma espécie de saudosismo bairrista...
Sei lá. Nem sou gaúcha.
Mas sabe aquela coisa de "eu sou do sul e conheço as coisas de lá?"
Pois bem. Daí até Kleyton e Kledir, Arrigo Barnabé, Renato Borghetti e outros tantos, foi um pulo...
E, agora de manhã, ao ler uma matéria na TRIP, dei de cara com o Kleyton e Kledir.
Na verdade, não era uma matéria sobre eles exatamente, mas sobre alguém que se lembrou deles. Uma cara que mora nos Estados Unidos... Matéria engraçada, sobre esse cara que perdeu o sono porque se lembrou de uma música da dupla, no meio da noite. E ele acordou com isto: "Deu pra ti, hum.. ké ké.., baixo astral, vou pra Porto Alegre, tchau!"
E ele estava encucado com o "ké ké"... O barulho que a dupla fazia no meio da canção. A partir daí, as divagações... sobre os "zavaza" de Elis Regina e outros grunhidos de outros cantores brasileiros...
Lembrei-me da Daniela Mercury. Em toda música ela faz um "rã", assim, do nada... Já perceberam?
E eu acho que sem esse "rã", não seria Daniela cantando: "capoeira, dim, dim dim, dim dim dom RÃÃ...
E de Gilberto Gil... Alguém imagina Gil cantando sem falar os "haha ...huhu" ao final de cada verso? Impossível.
Pois é.. Cada um com seu cada um...
O problema é que ,às vezes, esses grunhidos cansam...
Uma vez fui a um show do Timbalada.. Nossa! No começo até que estava interessante, mas não sei o que deu no vocalista (?)... E, de repente, ele começou num "abada baba huhu rrrrr", sei lá o quê... E a partir daí a música acabou. Foram esses grunhidos e um batuque interminável o resto da noite. Acabou com a minha festa. Claro. E olha que eu gosto do grupo Timbalada e de batuques e atabaques. Aliás, paguei caríssimo por esse show, afinal era Reveillon.
Imagine, Reveillon, Timbalada, Praia de Guarajuba, camarote...
Pois é...
Andei quilômetros, agüentei engarrafamento, bebida quente (sim, quente!!!!), empurra-empurra, pisão nos pés... pra quê?? Pra passar a noite ouvindo o Abadabadabadúuuuuu dos Flinstones, ops, do Timbalada...
Uma coisa!!
No outro dia, estava arrependidíssima de ter ficado até tão tarde, e de ter gastado tanto...pra... NADA! Nessas horas que fazem falta conselhos do tipo Kleyton e Kledir: Deu pra ti, baixo astral , vou pra Porto Alegre, tchau...
Por que não me lembrei dessa pérola da dupla gaúcha naquela noite? Por que não dei tchau e voltei pro meu Porto (que no caso, não estava tão Alegre, mas era meu)?
São essas coisas que me pergunto... Enfim, são apenas divagações numa manhã de domingo...
Já passou, né? Fazer o quê??
(Adriana Luz - 10 /9/2006)
Monday, September 04, 2006
Sem-teto
Meus dias andam estranhos... Andam não, se arrastam. Estou tão sem paciência.
Tá, tudo bem, nunca tive paciência pra nada mesmo. Admito. Mas, de vez em quando, nossa. Haja...
Bem, estou tentando melhorar. Preciso me controlar mais. Preciso, preciso, preciso. Vou fazer disso um mantra. (Cadê meu analista?????????)
Aliás, eu juro que já estou tentando. Outro dia, até perguntei a um amigo de um amigo o que ele achava de mim.Perguntei sobre meus defeitos. E comecei logo por um que de vez em quando baixa em mim. Perguntei assim: você me acha pedante?
Ele disse que não, que achava que eu era uma pessoa que deixava bem claros meus posicionamentos, quando eu acreditava neles. Acho que foi mais ou menos isso que ele disse. Deveria ter anotado... (Conselho de analista, e que eu nunca segui... hunf) Enfim...
Depois perguntei se isso, para ele, seria defeito ou qualidade.
E ele disse: bem, se você faz isso sempre, pode ser um defeito, porque pode parecer que você não aceita a opinião de ninguém, só a sua que conta... Mas se você fizer isso de vez em quando, é qualidade, porque mostra logo o seu pensamento e deixa bem claro até onde o outro pode ir com você. Tipo, mostra o respeito...
Hum... Resposta bem em cima do muro. Ele mesmo admitiu que ficou em cima do muro...rs. Mas depois consertou dizendo que acha legal meu jeito, etc, etc...
E pelo papo que teve depois comigo, sobre "regras de etiqueta", "o que é elegante fazer em determinadas ocasiões" (uma espécie de consultoria..rs) imagino que ele deve me achar uma pessoa elegante etc, etc... E isso eu acho qualidade...rs
Na verdade, o que eu estou querendo dizer, é que eu até sei (sabia...) das minhas qualidades, e admito meus defeitos. Mas há coisas que não dá. Não consigo me controlar. E aí, baixa o "fique no seu devido lugar" ... E, como não quero sair do salto, não sei, acho que exagero na elegância... E coloco o outro lá, no lugar de onde acho que ele nunca deveria ter saído.
E isso é bom? é ruim? Não sei. Só sei que depois fico péssima.
Bem, e se fico péssima depois, então é porque é ruim... Elementar...
Pois é, meus dias estão péssimos. Preciso me controlar. Contar até três, até dez... Até mil (será que eu agüento?)
Sim, e tem um conselho que alguém me deu uma vez. Não era analista...Nem me lembro de quem foi o conselho. Ou será que li isso em algum lugar?? Vai saber...
O conselho era o seguinte: anote todas as suas qualidades. E centre-se nelas. E decore, deixe isso em sua mente.
Bom, hoje eu pensei em fazer uma lista de coisas boas a respeito de minha pessoa... Mas cadê que eu lembro????
Descobri que é mais fácil (dez milhões de vezes mais) falar dos meus defeitos.
E estou péssima por isso. Sou uma sem-qualidades... Praticamente uma sem-teto.
Meu mundo caiu. :-(
Tá, tudo bem, nunca tive paciência pra nada mesmo. Admito. Mas, de vez em quando, nossa. Haja...
Bem, estou tentando melhorar. Preciso me controlar mais. Preciso, preciso, preciso. Vou fazer disso um mantra. (Cadê meu analista?????????)
Aliás, eu juro que já estou tentando. Outro dia, até perguntei a um amigo de um amigo o que ele achava de mim.Perguntei sobre meus defeitos. E comecei logo por um que de vez em quando baixa em mim. Perguntei assim: você me acha pedante?
Ele disse que não, que achava que eu era uma pessoa que deixava bem claros meus posicionamentos, quando eu acreditava neles. Acho que foi mais ou menos isso que ele disse. Deveria ter anotado... (Conselho de analista, e que eu nunca segui... hunf) Enfim...
Depois perguntei se isso, para ele, seria defeito ou qualidade.
E ele disse: bem, se você faz isso sempre, pode ser um defeito, porque pode parecer que você não aceita a opinião de ninguém, só a sua que conta... Mas se você fizer isso de vez em quando, é qualidade, porque mostra logo o seu pensamento e deixa bem claro até onde o outro pode ir com você. Tipo, mostra o respeito...
Hum... Resposta bem em cima do muro. Ele mesmo admitiu que ficou em cima do muro...rs. Mas depois consertou dizendo que acha legal meu jeito, etc, etc...
E pelo papo que teve depois comigo, sobre "regras de etiqueta", "o que é elegante fazer em determinadas ocasiões" (uma espécie de consultoria..rs) imagino que ele deve me achar uma pessoa elegante etc, etc... E isso eu acho qualidade...rs
Na verdade, o que eu estou querendo dizer, é que eu até sei (sabia...) das minhas qualidades, e admito meus defeitos. Mas há coisas que não dá. Não consigo me controlar. E aí, baixa o "fique no seu devido lugar" ... E, como não quero sair do salto, não sei, acho que exagero na elegância... E coloco o outro lá, no lugar de onde acho que ele nunca deveria ter saído.
E isso é bom? é ruim? Não sei. Só sei que depois fico péssima.
Bem, e se fico péssima depois, então é porque é ruim... Elementar...
Pois é, meus dias estão péssimos. Preciso me controlar. Contar até três, até dez... Até mil (será que eu agüento?)
Sim, e tem um conselho que alguém me deu uma vez. Não era analista...Nem me lembro de quem foi o conselho. Ou será que li isso em algum lugar?? Vai saber...
O conselho era o seguinte: anote todas as suas qualidades. E centre-se nelas. E decore, deixe isso em sua mente.
Bom, hoje eu pensei em fazer uma lista de coisas boas a respeito de minha pessoa... Mas cadê que eu lembro????
Descobri que é mais fácil (dez milhões de vezes mais) falar dos meus defeitos.
E estou péssima por isso. Sou uma sem-qualidades... Praticamente uma sem-teto.
Meu mundo caiu. :-(
Monday, August 28, 2006
Margarida é nome de Flor...

Hoje ganhei um presente. Na verdade, ganho presente todos os dias. Sou uma mulher de fé, acredito em tudo o que minha mãe me ensinou. E trago comigo, todas as crenças, as rezas, as tradições...
Às vezes, me pego querendo quebrar alguns ensinamentos. Talvez porque eles me prendam a coisas que me parecem questionáveis... Mas, mesmo questionando, há coisas que não há como perder. E, sinceramente? Nem quero que se percam de mim.
E uma dessas coisas é exatamente a minha fé em Deus e minha devoção por Maria, a mãe de Jesus. Sim, sou devota de Nossa Senhora. Acho que uma devota meio “capenga”, porque não chego nem um milímetro à altura da devoção que minha mãe tem pela Santa. Mas me considero devota. E protegida por Ela.
E já tive várias provas disso. Em outro momento, talvez eu até escreva algo a respeito.
Mas, no momento, só quero agradecer a Deus, à Maria, aos céus, pelo presente que ganhei hoje em sala de aula. Um presente com nome de Margarida. Com nome de flor! E eu que gosto tanto de flores... Essa veio perfumar minha aula e deixar seu perfume impregnado nas mentes dos meus alunos... E minha!
Uma mulher.
Uma mulher talvez como outra qualquer...
Daquelas que sofreram por amor, que sofreram pela perda de entes queridos, pela perda de sua pátria... E pior, sem nenhuma explicação.
Uma mulher, talvez como qualquer outra...
Que se casou, que teve filhos...
Uma mulher, talvez como qualquer outra...
Que vive apenas o dia de hoje... Não pensa no futuro, porque o futuro virá, de qualquer forma, talvez também sem explicação. E ela o viverá, porque aprendeu a viver assim, recebendo o que lhe vem... Como presente, ou como dor... Ela apenas vive...
Uma mulher, talvez como qualquer outra...
Que poderia estar calada, ou vivendo a sorte que muitas mulheres de sua terra não tiveram...
Mas Guidha não é qualquer mulher...
Ela é a tradução e a prova de que não só podemos transformar nossas dores em arte, tristezas em cores... mas especialmente transformar o mal que nos fizeram em atos concretos de solidariedade e compaixão...
E foi essa vida que ela veio mostrar hoje aos meus alunos em sala de aula. Uma aula que também poderia ser como outra qualquer, em que eu talvez estivesse no centro das atenções e meus alunos ali, tentando aprender comigo, enquanto eu, na verdade, é que aprendo todo os dias com eles... Tanto isso é verdade que, hoje, aprendi com minha aluna Alice, do 1º ano 2, e com o grupo do qual ela fazia parte que, realmente, a verdadeira escola é aquela que traz à vida.
E qual seria a aula de hoje? Apresentações das equipes relacionando o livro “Equador” com o filme “O Jardineiro Fiel”. Antes de começar a aula, uma das meninas do grupo de Alice, toda preocupada, veio me dizer que estava com medo porque achava que o seu grupo iria fugir do tema. E me perguntou se a “palestra” poderia acontecer mesmo assim... Eu falei que sim, mesmo porque eu havia deixado livre a forma de apresentação...
E eis que me “aparece a margarida”. E isso não é metáfora para marchinha de carnaval. O nome da palestrante era Margarida mesmo (e ela se apresentou como Guidha). Uma mulher de trinta, quarenta, sei lá quantos anos (e isso não vem ao caso)... Uma artista plástica que viveu em Angola, os horrores da guerra e que, por causa dela (da guerra), teve de fugir de seu país. Uma mulher que, aos quinze anos, deixou pai, mãe, irmãos, amigos, namorado (Sim, gente, eu tinha namorado! – ela disse com os olhos cheio de lágrimas) e foi para os Estados Unidos para passar um mês. Mas, com a guerra “estourada”, ficou 520 dias (contados um a um – como ela disse), num país estranho, com gente estranha, sem notícia da família, dos amigos, sem explicação alguma... E que passados os mais de 500 dias, teve de se refugiar com a família em outro país. E assim, atravessou os mares clandestinamente... E aqui “aportou”...
Hoje, em sala, apareceu-nos assim, de forma tímida e sorriso doce... Em suas mãos, uma boneca antiga (a única coisa que ela conseguira salvar de sua infância em Angola) e algumas folhas, que ela segurava com as mãos trêmulas. Em seus lábios, uma voz calma, cheia de sensibilidade... E em seus olhos, lágrimas...
E sobre o que ela falava? Guerras, destruição, abandono, abuso de poder, exploração, sangue, descaso...meninos sem pátria, sem ajuda, sem destino... Mas falava também sobre força de vontade, espírito de luta, garra, solidariedade, fraternidade... falava de sua gente, das mulheres lindas de seu país, do sorriso estampado nos lábios de seu povo... Povo negro, tão diferente (de sua aparência branca) e tão igual, em sua essência “colorida”...
Mostrou-nos música, mostrou-nos fotos, mostrou-nos poesia... E nos fez viajar com ela até seu país de origem... Angola de sofrimentos, mas de saudade para essa mulher que, quase ao acaso, chegou até a Bahia...
Quando a palestra terminou, eu não tinha palavras... O grupo ainda queria “algo” para relacionar com o livro. E eu disse que não precisava. Mesmo assim, ainda colocaram um clipe (montado pelos integrantes da equipe), com músicas, imagens e palavras de sofrimento, mas também de esperança...
O clipe foi lindo. Mas não precisava. O grupo que pensou não ter relacionado nada com nada, simplesmente, deu-nos uma aula de vida. E tudo estava ali, completamente relacionado ao que eu pedira. Ou melhor, com a extrapolação necessária a quem tem asas, pensamentos e imaginação próprias.
Estou comovida com o trabalho da equipe. Com o trabalho de Guidha. E com o meu trabalho. Isso sim, pra mim, é Educação. E que bom que a cada dia aprendo com minha profissão, fazendo-me mais consciente de meu papel, aquele que eu tenho de “interpretar”, aquele que eu tenho de viver, e aquele que eu tenho de usar como forma de denúncia, explicação, carinho, entretenimento, ou homenagem. E aqui fica a minha para essa artista plástica, mãe e cidadã do mundo, uma flor chamada Margarida.
Em suas próprias palavras:
"O papel foi como uma trilha para descobertas, para voltas, reviravoltas, para idas e vindas,
às vezes sem sentido... Foi trazendo as imagens que se perderam nas gargantas apertadas, nas esperas angustiantes, que descobri como tenho mãos amigas, abraços queridos, sorrisos de paz a me amparar...”
Obrigada, Guidha, pela flor que deu hoje a todos nós. Guardaremos com muito carinho...
(Adriana Luz – 28 de agosto de 2006)
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